O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Nelson Jr./STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Nelson Jr./STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal lacre e armazene na sede do próprio STF todos os bens, documentos e materiais apreendidos na Operação Compliance Zero. Consequentemente, a nova fase da operação, deflagrada nesta quarta-feira (14), avança sob a custódia direta da Corte. A investigação apura supostas fraudes financeiras no Banco Master.

Operação mira banco e empresários

Toffoli autorizou o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão. Além disso, determinou o sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. Os alvos incluem o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e seus familiares. Da mesma forma, a operação atinge o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur.

Ministro critica demora da PF

Em seu despacho, o ministro criticou a demora da Polícia Federal. Por isso, ele ordenou expressamente o acautelamento no STF: “DETERMINO que todos os bens e materiais APREENDIDOS (…) deverão ser LACRADOS e ACAUTELADOS diretamente na sede do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”.

Decisão impacta perícias

A medida gerou repercussão entre investigadores. Eles não poderão realizar perícias diretamente no material. No entanto, o gabinete de Toffoli justificou a decisão. Segundo nota, o objetivo é “a preservação das provas” para análise posterior pelas autoridades competentes.

Bens de luxo e dinheiro vivo apreendidos

Durante as buscas, os agentes federais apreenderam bens de alto valor. Carros importados e relógios de luxo estão entre os itens. Especificamente, encontraram também R$ 97,3 mil em dinheiro vivo. A operação aconteceu em cinco estados, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Alvos são localizados em aeroportos

A operação registrou episódios de tensão. Agentes detiveram temporariamente o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, em um aeroporto. Posteriormente, ele foi liberado. Já o empresário Nelson Tanure teve o celular apreendido no Aeroporto do Galeão, no Rio.

Defesa se manifesta

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que seu cliente “tem colaborado com as autoridades”. Por fim, os advogados dos outros investigados não foram localizados para comentar.