UNICEF orienta como acolher e conversar com crianças impactadas pelas inundações no RS

Situações extremas podem provocar o chamado “estresse tóxico”; é crucial adotar medidas para mitigar esses impactos e cuidar das crianças afetadas pela emergência

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14:15 - 20/05/2024

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UNICEF orienta como acolher e conversar com crianças impactadas pelas inundações no RS. (Foto: WILTON JUNIOR/Estadão)

UNICEF orienta como acolher e conversar com crianças impactadas pelas inundações no RS. (Foto: WILTON JUNIOR/Estadão)

Situações extremas, como as inundações no Rio Grande do Sul, impactam profundamente a vida de crianças e adolescentes, expondo-os a medos e traumas. As crianças, especialmente as mais novas, ainda não têm repertório para lidar com essas emoções, necessitando de cuidados específicos. Diante desse cenário, o UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, preparou orientações para apoiar mães, pais e cuidadores no acolhimento e cuidado das crianças afetadas pelas chuvas.

Desastres ambientais podem causar o chamado ‘estresse tóxico’. É importante que os adultos ofereçam o suporte necessário para que as crianças mantenham um desenvolvimento saudável. Isso pode ser feito por meio do cuidado responsivo, da escuta atenta e do acolhimento nas conversas e brincadeiras“, explica Maíra Souza, oficial de desenvolvimento infantil do UNICEF no Brasil.

Confira as principais recomendações:

  • Mantenha a calma ao conversar: Respire fundo e mantenha a calma. As crianças absorvem as emoções dos adultos;
  • Explique brevemente as evacuações: Em caso de evacuação, explique de forma breve o que acontecerá. Se possível, permita que as crianças levem um objeto especial, como um brinquedo;
  • Ouça atentamente: Pergunte o que a criança sabe sobre o que está acontecendo e ouça com atenção. Responda suas perguntas e valorize seus comentários;
  • Não pressione a conversa: Se a criança não quiser falar, não force. Se ela chorar, permita que expresse suas emoções;
  • Seja honesto: Explique a situação de forma real e simples. Evite mentir, como dizer que “isso não vai acontecer de novo”;
  • Proporcione espaços seguros para brincar: Se estiver em abrigos, tente criar um espaço onde as crianças possam brincar em segurança;
  • Retome a rotina: Na medida do possível, restabeleça uma rotina e promova atividades lúdicas como desenho, pintura e música;
  • Cuide de si mesmo: Lembre-se de que você também está sob estresse emocional. Cuide-se para poder apoiar as crianças. Compartilhe seus sentimentos com outras pessoas;
  • Incentive a participação: Crie oportunidades para que todas as crianças, incluindo aquelas com deficiência, se sintam parte das soluções;
  • Identifique apoios: Ajude a identificar amigos ou familiares que possam oferecer suporte. Reflita sobre como superaram dificuldades no passado;
  • Forneça informações corretas: Sempre forneça informações precisas sobre a situação. Se não souber responder, proponha descobrir juntos.

UNICEF no Rio Grande do Sul

Atualmente, mais de 80 mil pessoas estão alojadas em abrigos com diversos níveis de infraestrutura, incluindo milhares de crianças e adolescentes. O UNICEF intensificou seus esforços, colaborando com o governo para proteger especialmente as crianças desacompanhadas ou vulneráveis. Uma das ações inclui um mapeamento, junto com órgãos governamentais, das crianças e adolescentes abrigados, identificando suas idades e necessidades específicas.

O UNICEF está distribuindo kits recreativos e educativos para os abrigos e apoiando a criação de espaços seguros para brincar. Além disso, estão sendo distribuídos kits de saúde menstrual, higiene e cuidados com bebês. No campo da saúde mental, o canal ‘Pode Falar’ oferece suporte emocional online a adolescentes e jovens afetados.

Como Ajudar

Para apoiar a resposta do UNICEF às chuvas no Rio Grande do Sul, doações de qualquer valor podem ser feitas via PIX para [email protected]. Em caso de dúvidas, ligue para 0800 605 2020. Empresas, fundações e filantropos interessados em apoiar podem entrar em contato através do e-mail [email protected].

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