Justiça solta homem que comercializava carnes de cavalo em Caxias do Sul

Desde 21 de janeiro de 2022 o homem de 50 anos, com iniciais  do nome M.A.B, que foi apontando pelo…

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09:42 - 04/02/2022

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Foto: MP/RS

Desde 21 de janeiro de 2022 o homem de 50 anos, com iniciais  do nome M.A.B, que foi apontando pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul como o responsável principal pela intermediação e comercialização da carne de cavalo está em liberdade provisória. Lembrando que em dezembro de 2021, outra presa de 59 anos, foi autorizada pela justiça a responder em liberdade ao processo de acusação, por ter um filho que depende da mesma para atendimentos especiais todos os dias. Os demais quatro integrantes do grupo permanecem presos na penitenciária do Apanhador em Caxias do Sul.

No dia 18 de dezembro de 2021 o promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho divulgou a lista com os 56 estabelecimentos envolvidos na investigação da Operação Hipo. Sendo que, foram comprovados, através de exames de DNA, que as carnes estavam sendo utilizadas em três estabelecimentos de Caxias do Sul, e a investigação analisa o envolvimento em outros 53 locais de Caxias do Sul, Farroupilha e Flores da Cunha.

Relembre o caso:

No dia 18 de novembro, o Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Segurança Alimentar, desencadeou em Caxias do Sul a Operação Hipo. As fiscalizações se intensificaram após denúncias de que uma chácara no distrito de Forqueta, era utilizado para abate de cavalos, posteriormente a carne era vendida para hamburguerias, lancherias e mercados do município. Os animais abatidos eram comprados a baixo custo, sendo oriundos de furtos.

Após o abate, as carnes eram levadas para uma hamburgueria clandestina. Neste ponto, as carnes eram processadas e os hambúrgueres produzidos. Seis integrantes da quadrilha foram presos nesta manhã, um deles era responsável para vender os alimentos aos estabelecimentos comerciais. De acordo com o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, coordenador do Gaeco – Segurança Alimentar, três lancherias foram visitadas. O DNA de cavalo foi identificado na carne de lanches adquiridos de dois dos estabelecimentos. Na chácara inúmeras carcaças foram encontradas enterradas, ainda foram apreendidos cerca de 200kg de costelas de cavalo. Em torno de 70 agentes do MPRS, Brigada Militar e secretarias de Estado da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural participaram da ação, que prendeu seis pessoas, vistoriou oito pontos e incluiu o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão.

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