
Carlos Barbosa e Rio Grande do Sul - A Justiça gaúcha condenou um homem de 54 anos a 22 anos e seis meses de reclusão. Ele cometeu estupros reiterados contra sua enteada. Inicialmente, os abusos começaram quando a criança tinha seis anos de idade e resultaram em uma gravidez aos 16 anos. O juiz Fernando Gustavo Meireles Baima proferiu a sentença em janeiro de 2026, após anos de tramitação processual.
Abusos duraram mais de uma década
Os crimes tiveram início em 2004, enquanto a família ainda residia em outro estado. Aos seis anos, a vítima era obrigada a assistir a filmes pornográficos e sofria toques indevidos pelo padrasto. Posteriormente, quando a família retornou a Carlos Barbosa e a menina completou 12 anos, os abusos evoluíram para estupros. O agressor mantinha um relacionamento com a mãe da vítima desde que a criança tinha cinco anos.
Durante todo esse tempo, o padrasto exerceu controle total sobre a enteada. Para isso, ele a isolava e ameaçava constantemente, impedindo que a jovem revelasse os crimes.
Gravidez forçada e descoberta
Aos 16 anos, a vítima engravidou do abusador e deu à luz. Foi nesse momento que a mãe descobriu a situação. Apesar do fim do relacionamento do casal, a jovem continuou sendo obrigada a conviver com o agressor, que persistiu nas ameaças.
Somente após completar 18 anos, ela conseguiu romper o vínculo e apresentar uma denúncia formal à polícia. O processo criminal teve início em 2019, mas as autoridades só localizaram o réu em 2025.
Condenação e direito a recurso
Além da pena de prisão, o condenado terá que indenizar a vítima em R$ 25 mil. Durante todo o processo, o réu permaneceu em liberdade e foi defendido pela Defensoria Pública.
Assim, a decisão judicial encerra um longo capítulo de violência. Ao mesmo tempo, representa um passo fundamental no reconhecimento do crime e na responsabilização do agressor.