Sem dinheiro, UFRGS deve retomar debate sobre campus na Serra apenas em 2020

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A criação de um campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na Serra Gaúcha não deve avançar pelo menos até 2020. Esta é a impressão deixada em um encontro realizado nesta quarta-feira, dia 2 de maio, entre representantes da região vinculados à Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) e a reitoria da universidade.

Para o presidente da Amesne, o prefeito de Veranópolis Waldemar De Carli, as tratativas praticamente voltaram ao começo. Até mesmo o protocolo de intenções coma UFRGS, vencido desde 2016, deverá ser retomado nos próximos encontros com a universidade, o primeiro deles marcado para o mês de junho, provavelmente em Bento Gonçalves.

Sem campus, UFRGS acena com implantação de núcleo de inovação tecnológica (Foto: divulgação)

“A vontade de se estender aqui pra serra continua. Continua no planejamento estratégico da universidade. O que falta é financiamento, é orçamento. Eles não tem nenhuma perspectiva de orçamento este ano e nem no ano que vem. Então, não tem nenhuma possibilidade de se iniciar qualquer conversação este ano e no ano que vem também. Fica em banho maria: vontade existe, o que não existe é orçamento”, afirmou De Carli.

Mesmo garantindo que a intenção da universidade em instalar um campus na Serra está mantida no planejamento estratégico da instituição, o reitor da UFRGS, Rui Vicente Oppermann, garantiu aos prefeitos serranos que a atual conjuntura econômica do país, que convive com um decreto que impede a correção dos gastos públicos acima da inflação, não permite os investimentos necessários para a instalação de uma nova extensão.

O encontro também deve encaminhar a possibilidade de implantação de um núcleo de inovação tecnológico na região, que poderia ser considerado um primeiro movimento de aproximação com a universidade para depois garantir a extensão através da instalação do campus.

De acordo com Sérgio Rasador, secretário-geral da Amesne, a UFRGS deve renovar o protocolo de intenções com a entidade, que deverá determinar a intenção de trabalhar em conjunto com os municípios, e neste sentido os núcleos podem ser um elemento de aproximação da universidade com a Serra.

“Montar núcleos de estudo e de inovação tecnológica para o futuro aproximar ainda mais as entidades”, avalia.

Essa possibilidade começa a ser debatida este mês na região, que deve encaminhar definições das cidades interessadas em receber o núcleo e as áreas de conhecimento em que vai atuar a incubadora.

“Eles colocam uma vontade de tentar colocar uma incubadora de inovação tecnológica em parceria com municípios, em que a UFRGS daria todo o apoio intelectual e acadêmico para tentar desenvolver um determinado processo que sewrá analisado por nós da Amesne”, revelou o presidente da Amesne. “É uma maneira de aos poucos introduzir a universidade na região”, acredita.

Enquanto o sonho de ter um campus da universidade pública na região, acalentado desde 2009, segue distante, as definições sobre a instalação do núcleo devem apresentar algum resultado em 60 dias.

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