Foto: Felipe Vicari/Grupo RSCOM
Foto: Felipe Vicari/Grupo RSCOM

Garibaldi e Rio Grande do Sul - O Tribunal do Júri da Comarca de Garibaldi encerrou, na noite desta terça-feira (20), o julgamento pelo feminicídio de Eleci Faleiro Rommel, de 38 anos. O crime, que chocou a cidade no segundo semestre de 2025, chegou, portanto, à sua fase decisiva com sete jurados.

Veredito do Júri: Reconhecimento sem dolo

Por volta das 21h30, os jurados entregaram seu veredito ao juiz Antônio Pereira Rosa. Primeiramente, por maioria, eles reconheceram a ocorrência do feminicídio. Contudo, não aceitaram a tese de que o acusado agiu com dolo direto contra a vida. Como resultado, a definição da sentença agora cabe exclusivamente ao juiz.

A promotora Lívia Colombo Liberato Braga, que atuou na acusação, explicou a aparente contradição: “O júri aceitou a tese da defesa de que não houve intenção prévia de matar”. Além disso, ela alertou que essa interpretação pode gerar futuros recursos. Sendo assim, o juiz Antônio Pereira Rosa deve anunciar a pena nas próximas horas.

Manifestação por Justiça durante o julgamento

Ao longo do dia, familiares e amigos de Eleci se reuniram em frente ao Fórum. Na ocasião, eles vestiam camisetas brancas com a foto da vítima e seguravam cartazes pedindo justiça, acompanhando de perto todo o processo.

Detalhes do crime

A polícia encontrou Eleci Faleiro Rommel sem vida dentro de sua casa em Garibaldi, no dia 29 de julho de 2025. Consequentemente, as investigações rapidamente apontaram o companheiro da vítima, Adair Leonir Rommel, como principal suspeito.

Segundo o delegado Clóvis Rodrigues de Souza, vale destacar que o suspeito tentou suicídio logo após o crime. Desde então, Adair aguardou o julgamento preso no Presídio Estadual de Bento Gonçalves. Por fim, a comunidade se despediu de Eleci no velório realizado na Igreja do Bairro Fenachamp.

Entenda o crime de Feminicídio

O feminicídio é um homicídio qualificado cometido contra uma mulher por razões de gênero. Em outras palavras, o crime acontece por menosprezo ou discriminação à condição feminina. Por essa razão, a lei brasileira prevê pena aumentada para esses casos, que obrigatoriamente vão a Júri Popular.

Em síntese, o caso foi acompanhado como emblemático na região, destacando, mais uma vez, a urgência do debate sobre violência doméstica.

Próximos passos

Dessa forma, esta matéria será atualizada com a pena oficial assim que o juiz a anunciar