EMPREGO

RS encerra fevereiro com saldo positivo em vagas de trabalho formal

A nível nacional, o mês registrou o maior saldo mensal de postos de trabalho na série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020

RS encerra fevereiro com saldo positivo em vagas de trabalho formal
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foram divulgados, nesta sexta-feira (28), os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes ao mês de fevereiro. O Rio Grande do Sul apresentou um desempenho positivo no mês, com a criação de 30.693 vagas de trabalho com carteira assinada. Foram realizadas 174.685 contratações e 143.992 desligamentos no mês. O resultado indica um crescimento de 1,21% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o estado registrou o saldo de 25,318 postos.

Dessa forma, o Rio Grande do Sul agora ocupa o segundo lugar a nível nacional no acumulado do ano de 2025, com mais de 57 mil vagas formais criadas em janeiro e fevereiro. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve um avanço de 2,03%.

De acordo com o o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, o resultado positivo é um reflexo das políticas públicas adotadas pelo governo estadual. As ações oferecem oportunidades de qualificação e, por consequência, profissionais capacitados para ocuparem os postos de trabalho.

“Esse resultado reforça o compromisso do governo por meio da Secretaria de Trabalho em qualificar a mão de obra e fortalecer a economia. Nossos programas de capacitação profissional têm sido fundamentais para preparar os trabalhadores e atender às demandas do mercado. O governo de Eduardo Leite seguirá investindo em políticas públicas que vão garantir mais emprego e renda para os gaúchos”, destaca Sossella.

Confira o número de novas vagas por setor:

  • Indústria – 16.013
  • Serviços – 12.954
  • Comércio – 2.521
  • Construção – 1.375

O setor de agropecuária foi o único que registrou um saldo negativo, com a redução de 2.170 vagas com carteira assinada.

Saldo positivo também a nível nacional

Com o maior saldo mensal registrado na nova série histórica do Caged, iniciada em 2020, o Brasil criou 254.812 postos de trabalho em fevereiro deste ano. Foram 2.579.192 admissões e 2.147.197 desligamentos. No acumulado do ano, o saldo foi positivo em 576.081 empregos. Já nos últimos 12 meses, o país registrou saldo de 1.782.761 empregos.

A maioria das contratações de fevereiro foram preenchidas por mulheres, que ocuparam 229.163 posições, enquanto os homens ocuparam 202.832 vagas.

O destaque foi para o setor da indústria, com a criação 69.884 postos, variação de 0,78%. No comércio, foram criados 46.587 postos (0,44%); na construção, foram 40.871 postos (1,41%); e na agropecuária, foram 19.842 postos (1,08%).

O salário médio de admissão foi de R$ 2.205,25. Comparado ao mês anterior, houve uma redução real de R$ 79,41 no salário médio de admissão, uma variação em torno de – 3,48%. No saldo por faixa salarial, a faixa de até 1,5 salários mínimos registrou 312.790 postos.

Já a faixa etária com o maior saldo de vagas foi a de 18 a 24 anos, com 170.593 postos. Em relação à raça/cor, a parda obteve o saldo de 269.129 postos, enquanto a branca obteve saldo de 189.245 postos.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que os números de fevereiro são resultantes da política de investimentos e reindustrialização do país adotada pelo governo federal.

“Nós estamos com um programa de reindustrialização, estamos motivando que a indústria se prepare para produzir os equipamentos de saúde, em vez de importar. Nós estamos com todo o debate sobre a transição climática, motivando investimento, queremos produzir SAF [sigla para o Combustível Sustentável de Aviação] no Brasil para substituir o combustível poluidor das aeronaves”, afirma.

*Com informações de Agência Brasil