BYD cede 3 carros elétricos à Câmara veja quais são
BYD cede 3 carros elétricos à Câmara veja quais são

A BYD voltou a chamar atenção em Brasília. A montadora chinesa cedeu três carros eletrificados à Câmara dos Deputados em um acordo de comodato — ou seja, empréstimo gratuito por tempo determinado. Juntos, os veículos somam quase R$ 1 milhão em valor de mercado.

O movimento não acontece por acaso. A montadora chinesa vive uma fase de forte expansão no Brasil, especialmente após confirmar investimentos industriais e iniciar sua operação em Camaçari, na Bahia. Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro de elétricos e híbridos cresce de forma consistente, impulsionado por consumidores urbanos e pelo debate sobre incentivos à eletrificação.

Segundo informações divulgadas, o objetivo é permitir que a Câmara teste novas tecnologias elétricas e híbridas em uso real, avaliando desempenho, eficiência e custos operacionais.

Ainda não há detalhes oficiais sobre como exatamente os carros serão usados no dia a dia da Casa. A Câmara também não informou quais setores ou autoridades terão acesso aos veículos. Sabe-se apenas que o uso será institucional.

Quais são os carros cedidos pela BYD

O pacote inclui um SUV elétrico Tan blindado e dois sedãs híbridos plug-in King GL.

BYD Tan: SUV elétrico de alto padrão

O Tan é o modelo mais sofisticado do grupo. Trata-se de um SUV 100% elétrico, com sete lugares e tração integral. Ele utiliza dois motores elétricos que, juntos, entregam mais de 500 cavalos de potência.

A bateria Blade, desenvolvida pela própria BYD, tem alta capacidade energética e autonomia adequada para deslocamentos urbanos e interurbanos. Em Brasília, isso significa que o veículo pode circular por vários compromissos oficiais sem necessidade constante de recarga.

A unidade cedida à Câmara é blindada, o que reforça a proposta de segurança para transporte institucional. Além disso, o modelo oferece recursos como central multimídia de grande dimensão, pacote completo de segurança ativa e acabamento interno refinado.

Especialistas destacam que a bateria de fosfato de ferro-lítio utilizada pela BYD é conhecida pela estabilidade térmica e durabilidade, fatores importantes em uso contínuo.

BYD King GL: híbrido plug-in para a rotina diária

Os dois King GL funcionam de maneira diferente. Eles são híbridos plug-in, o que significa que podem rodar no modo elétrico em trajetos curtos, mas contam com motor a combustão para ampliar a autonomia.

Esse tipo de sistema é considerado prático para uso urbano, já que permite economia de combustível e flexibilidade ao mesmo tempo. A potência combinada ultrapassa 200 cavalos, oferecendo desempenho confortável para deslocamentos institucionais.

A bateria é menor que a do Tan, mas suficiente para rodar dezenas de quilômetros apenas com energia elétrica. Quando necessário, o motor a combustão entra em ação automaticamente.

Além disso, os modelos incluem recursos modernos de conectividade, sistemas de assistência ao motorista e bom nível de conforto interno.

Por que esse acordo chama atenção

O comodato acontece em um momento de discussão ativa sobre políticas e incentivos para veículos eletrificados no Brasil. Embora não haja relação formal entre o empréstimo e esses debates, o timing gera curiosidade.

A BYD já havia cedido modelos para outros órgãos públicos desde 2024, incluindo instituições dos três poderes. Isso ajuda a explicar a presença crescente da marca em frotas oficiais.

Economistas apontam que a adoção de elétricos por órgãos públicos pode servir como vitrine tecnológica, além de estimular o setor. Por outro lado, especialistas em governança reforçam a importância de transparência nesse tipo de acordo.

O que pode mudar a partir desses testes

Com os três veículos em circulação, a Câmara poderá avaliar consumo de energia, logística de recarga, manutenção e desempenho em uso real. Caso os resultados sejam positivos, outras instituições podem considerar soluções semelhantes.

Para a BYD, o movimento reforça sua estratégia de consolidar espaço no mercado brasileiro. Para o setor automotivo, representa mais um passo na transição para modelos eletrificados.

No fim das contas, são três carros, quase R$ 1 milhão em valor de mercado e um teste que acontece no centro das decisões políticas do país. E, em Brasília, cada movimento costuma ter peso maior do que parece à primeira vista.