CONVENÇÃO COLETIVA

Metalúrgicos e Simecs iniciam discussão sobre o dissídio da categoria

RICARDO GATELLI -     
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A primeira reunião para negociação do índice de ajuste salarial dos metalúrgicos, entre o sindicato da categoria e o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), ocorreu na manhã desta terça-feira (11). A data-base para o reajuste é 1º de junho, envolvendo 3.053 empresas e 48.145 trabalhadores de Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, Nova Roma do Sul e São Marcos.

Durante o encontro, o consultor de planejamento do Simecs, Rogério Gava, apresentou os dados econômicos das indústrias da região e alegou que o momento ainda é delicado. O presidente do sindicato patronal, Reomar Slaviero, afirmou que é necessário um clima recíproco para preservar trabalhadores e empresas. Ele também comentou que, “o Simecs espera que o Sindicato dos Metalúrgicos seja sensível ao momento econômico e a grave crise social e política em que todos estamos inseridos, sem exceções.”

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Mello, rebateu as afirmações do consultor, dizendo que os patrões apresentaram seus números, alegando que “ainda estão em crise”, porém, segundo divulgações das grandes empresas de Caxias do Sul, inclusive em veículos de comunicação da cidade, os registros de lucros chegam a bilhões no ano passado. Ainda de acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, “eles (os patrões) chegaram a sinalizar a reposição da inflação (INPC é 4,78%). Mas, isso é insuficiente”, declarou o presidente.

Assis Mello ainda complementou dizendo que, “a realidade dos trabalhadores é o arrocho salarial, principalmente, devido à rotatividade. Em 2018, foram contratados 16 mil metalúrgicos em Caxias do Sul. Porém, 13 mil foram demitidos. Em decorrência disso, houve perda de 18% nos salários dos recontratados. Acumulado em seis anos, esse índice chega a 33%. Precisamos encontrar um caminho para recuperar o poder de compra dos salários. Caxias precisa voltar a crescer, para isso precisa que os trabalhadores tenham poder de compra.”

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