Acordo entre as partes aconteceu em encontro na sede da Prefeitura Municipal.
Acordo entre as partes aconteceu em encontro na sede da Prefeitura Municipal. | Fotos: Patrick Alessi/Grupo RSCOM

Um grupo indígena desocupou, no fim da tarde desta segunda-feira (12), o prédio de uma antiga escola municipal desativada na comunidade de São Gabriel, no interior de Pinto Bandeira. A saída ocorreu após uma reunião de quase três horas entre lideranças indígenas e representantes da Prefeitura, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ministério dos Povos Indígenas, da Câmara de Vereadores e das forças de segurança.

Ocupação surpreendeu moradores

A ocupação teve início durante a madrugada e surpreendeu moradores da comunidade. Conforme relatos, a presença do grupo gerou apreensão, especialmente pela existência de estruturas e patrimônios comunitários no entorno do prédio público, utilizado historicamente para atividades locais.

Convivência é considerada pacífica

Apesar do susto inicial, moradores relataram que a convivência cotidiana com os indígenas que vivem e trabalham na região sempre foi tranquila. Ainda assim, parte da comunidade manifestou discordância quanto à forma adotada para apresentar as reivindicações, avaliando que a ocupação de um espaço público comunitário não seria o caminho mais adequado.

Negociações e atuação das autoridades

Cerca de 20 pessoas, entre adultos e crianças, permaneceram no local até o avanço das negociações. A Brigada Militar acompanhou a ocorrência durante todo o dia e manteve o suporte preventivo na área.

Durante o encontro na sede da Prefeitura de Pinto Bandeira, as partes definiram a desocupação imediata do imóvel público e o encaminhamento das demandas por meio institucional.

Reivindicação por área para moradia

A principal reivindicação envolve a busca por uma área destinada à moradia, uma vez que a comunidade indígena reside atualmente em imóvel alugado para permanecer e trabalhar no município. A Prefeitura informou que não dispõe de áreas públicas para essa finalidade, mas assumiu o compromisso de articular a demanda junto a órgãos estaduais e federais, com apoio do Ministério dos Povos Indígenas e da Funai.

Desocupação ocorreu de forma pacífica

A saída do grupo ocorreu de forma pacífica. O município disponibilizou caminhões e servidores para auxiliar no retorno da comunidade indígena ao local onde já estava instalada provisoriamente. As tratativas seguem sob acompanhamento dos órgãos competentes, com novos encaminhamentos previstos em conjunto com o município, o Estado e a União.