
Pinto Bandeira e Rio Grande do Sul - A ocupação de uma escola municipal desativada por um grupo indígena, na localidade de São Gabriel, em Pinto Bandeira, aguarda uma solução por via institucional. Conforme informações atualizadas, uma reunião entre a Prefeitura Municipal e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) está marcada para as primeiras horas da tarde desta segunda-feira (12), na sede do governo municipal.
A Brigada Militar registrou o atendimento à ocorrência às 6h19 de hoje, após receber uma ligação informando que dois veículos com indígenas haviam acessado a escola desativada na Linha 40. Guarnições deslocadas ao local constataram a presença de aproximadamente 20 pessoas, incluindo adultos e crianças.
A moradora de Pinto Bandeira, Ana Cristine Ferrari, em entrevista ao Portal Leouve, afirmou que os moradores foram surpreendidos pela invasão. “Estamos aflitos. Temos, ao redor da edificação, todo um patrimônio da comunidade. Esperamos que as coisas se normalizem dentro do possível e da melhor maneira”.
Segundo ainda outro morador da comunidade, a convivência com os indígenas locais é tranquila. “Eles trabalham aí ao redor, então nesse lado tranquilo, nunca teve problema nenhum com eles assim”, disse Zauri. Por outro lado, ele discorda do método utilizado para as reinvindicações: “Acho que não é por aí. Aqui é um lugar do pessoal daqui, de curtir e conviver, então é meio complicado”.
Mediação inicial sem acordo
Segundo o boletim da Brigada Militar, o procurador do município esteve no local em uma primeira tentativa de intermediação, mas não obteve êxito. Diante do impasse, um representante da Funai foi acionado e está se deslocando da capital, Porto Alegre, para atuar como mediador na crise.
As equipes policiais permanecem no local com o objetivo de preservar a segurança de todos os envolvidos e evitar conflitos. Até o momento, não há registros de atos de violência, feridos ou danos ao patrimônio público.
Aguardando o diálogo oficial
A expectativa das autoridades é que a reunião formal entre a administração municipal e a Funai defina os próximos passos para resolver a ocupação. A Presença do órgão federal especializado é considerada crucial para uma negociação que respeite os direitos dos indígenas e a legalidade em relação ao bem público.
A motivação específica do grupo para a ocupação ainda não foi divulgada oficialmente. A escola está desativada há vários meses e era utilizada apenas eventualmente pela comunidade.
Segundo informações apuradas pela reportagem, o grupo vivia morando de aluguel e trabalhava na região. Uma das reinvindicações seria uma propriedade definitiva para moradia das famílias.
A situação segue em aberto, com o desfecho dependendo do resultado das negociações que se iniciarão na parte da tarde. A reportagem acompanha os desdobramentos e trará novas informações assim que houver um posicionamento oficial conjunto.
