POLÍTICA

Eduardo Leite cancela compra de aeronave que auxiliaria operações de segurança e saúde

O governador alega que houve contaminação política do tema

Manifestação ocorreu nesta quarta-feira (02) via Redes Sociais. Imagem Ilustrativa. Foto: Mauricio Tonetto / Divulgação.
Manifestação ocorreu nesta quarta-feira (02) via Redes Sociais. Imagem Ilustrativa. Foto: Mauricio Tonetto / Divulgação.

O governador Eduardo Leite (PSDB) encerrou o processo de compra de uma aeronave a jato. O anúncio foi feito via redes sociais nesta quarta-feira (02), após repercussão e críticas quanto ao valor estimado da aquisição e utilização.

No vídeo publicado, ele reforça que a demanda pela aquisição vem das áreas da saúde e da segurança pública, e dá exemplos de situações em que uma aeronave auxiliaria, como um caso de um jovem que faleceu em Santa Rosa que a família recusou a doação de órgãos em função da demora para a captação dos mesmos.

Ele destacou que houve ainda tentativa de contratar serviços de fretamento, mas não houve interessados, e citou a contaminação política sobre esse debate, justificando que usa voos de carreira e que esse não seria o foco da compra.

Abaixo, é possível conferir na íntegra a manifestação do político.

A compra, que estava em análise, seria destinada para múltiplas funções, como atendimento de emergências e urgências, transporte de órgãos para transplantes, além de auxiliar em operações de segurança pública, defesa civil e saúde. O investimento estimado do Governo do Estado do Rio Grande do Sul para a compra é de R$ 95 milhões.

A medida fazia parte de um conjunto de ações do Estado para aumentar a resiliência diante de situações de crise, como as que causam danos significativos à população, como as enchentes de maio de 2024, que exigiram o transporte de cilindros de oxigênio de outros estados para suprir a demanda local.

A aeronave projetada possui uma autonomia de aproximadamente 3.500 quilômetros e capacidade para transportar entre 8 e 11 pessoas. Com velocidade de até 860 km/h, ela permitirá um tempo de resposta mais ágil para as forças de segurança, como a Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto-Geral de Perícias.

O modelo também contaria com adaptações específicas para o transporte de pacientes em situações críticas, envio e recebimento de equipamentos médicos, além de possibilitar a movimentação de órgãos para transplantes.

A escolha por uma aeronave seminova, em vez de uma nova, visa atender à urgência, com um prazo de entrega de até 360 dias, contra 24 meses para modelos novos. Além disso, o modelo escolhido já estará equipado com o kit Medevac, homologado para o transporte de pacientes graves.