Vacina da gripe para todas as idades está disponível na rede privada

Imunizante disponibilizado pelo SUS visa, a princípio, atender grupos prioritários.

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16:58 - 20/03/2024

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O Ministério da Saúde adiantou a vacinação contra a gripe no país devido ao aumento da circulação de vírus respiratórios em todo o território nacional. A campanha de imunização foi antecipada em quase dois meses e terá início no dia 25 de março.

O imunizante trivalente utilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), feito em parceria com o Instituto Butantã, só estará disponível para grupos prioritários das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A expectativa da pasta é iniciar o ciclo vacinal com idosos, gestantes, trabalhadores da saúde, crianças de seis meses a seis anos de idade, entre outros grupos prioritários.

No entanto, a rede privada de saúde oferece opções de imunizante para todas as faixas etárias a partir dos seis meses de idade.

Em Bento Gonçalves, a Clínica Vaccinare trabalha com todos os tipos de vacina para pessoas das mais diversas idades, inclusive para grupos específicos como bebês prematuros e mulheres. Os procedimentos recomendados obedecem ao calendário estabelecido pela SBIm (Associação Brasileira de Imunizações), um conjunto de orientações específicas para cada faixa etária.

De acordo com Tânia Mara Dupont Somenzzi, Enfermeira na Clínica Vaccinare, esse ano as vacinas quadrivalentes, disponíveis na rede particular, englobam uma cepa a mais da vacina ofertada na rede pública, protegendo o indivíduo contra quatro subtipos do vírus (Influenza (H1N1), Influenza (H3N2), e mais duas cepas Influenza B.

“A mudança da composição de cepas (tipos de vírus) das vacinas contra influenza é fundamental para a eficácia da vacina, já que o vírus se adapta e sofre mutações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa regularmente todos os subtipos do vírus da gripe que circulam com maior frequência, para melhorar a eficácia da imunização”, diz Tânia.

Tânia explica também que a dose aplicada na rede privada é recomendada para qualquer pessoa a partir dos seis meses de vida e não há limite de idade. “Não existe contraindicação para a vacina Influenza, exceto se o indivíduo apresentou um choque anafilático a algum componente após uma dose anterior da vacina, e os sintomas colaterais da imunização não costumam ser pronunciados. Podem causar uma leve dor no braço e uma vermelhidão no local da aplicação. Nada mais que isso”, complementa Tânia.

A vacina contra a gripe deve ser tomada uma vez por ano e tem o objetivo tanto de conter a propagação do vírus como de proteger a pessoa vacinada, a gripe apresenta risco de morte para crianças, idosos e imunosuprimidos.

 

QUEM PODE TOMAR VACINA DA GRIPE?

Não tem contraindicação. A vacinação contra a gripe é indicada para pessoas a partir de seis meses de vida. Ela pode ser aplicada em todo mundo.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A VACINA DISTRIBUÍDA PELO SUS E A DA REDE PARTICULAR?

Todo ano são disponibilizadas vacinas diferentes porque existem vários tipos de cepas. A vacina do Butantã, utilizada pelo SUS, é trivalente, ou seja, protege contra três tipos de vírus Influenza.

Já a vacina utilizada na rede particular é tetravalente. Ela é importada e protege contra quatro tipos de cepas. Uma dessas não está na vacina brasileira porque não circula no Brasil.

Então, o indicado é que pessoas que viajam com muita frequência ao exterior se imunizem com a vacina tetravalente, mas isso não significa que a trivalente não seja eficaz.

QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS?

É comum ter alguns sintomas gripais após a vacina, como febre baixa. A vacinação simula esse quadro de gripe, que dura em torno de 24 horas.

POR QUE O CALENDÁRIO VACINAL CONTRA A GRIPE FOI ADIANTADO?

O Brasil é um país muito grande, então existem regiões em que a prevalência do vírus é maior em alguns momentos.

Na região Norte, por exemplo, a incidência desse vírus é maior no final e começo do ano. Então a vacinação para essa população normalmente é antecipada.

O Ministério da Saúde resolveu antecipar para o resto do Brasil por conta da circulação de outros vírus respiratórios. Então, se for possível vacinar a população contra algum tipo de vírus importante, é possível reduzir a incidência dessa doença e não confundi-la com outras.

 

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