BNDES monta escritório em Porto Alegre para apoio emergencial a empresários gaúchos

Cerca de 30 funcionários do Banco estarão no RS abordando as condições financeiras, modalidades operacionais e condições para acesso

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17:21 - 05/06/2024

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BNDES

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A partir desta terça (04) até 28 de junho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá um posto avançado na sede do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, para apresentar soluções de crédito e garantia disponibilizadas aos empresários e produtores rurais atingidos pelas enchentes para reestabelecimento dos negócios impactados. Cerca de 30 funcionários do Banco se deslocarão do Rio de Janeiro para a capital do Rio Grande do Sul visando oferecer uma base local para difusão de informações, abordando as condições financeiras, modalidades operacionais e condições para acesso.

No escritório, equipes do Banco se reunirão com entidades de representação empresarial, como Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região, Sindicato da Indústria de Laticínios, Associação das Indústrias de Móveis do Estado, Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas, além de prefeituras e sindicatos. Como ação de transparência, o Banco divulgará em seu site um balanço periódico com informações sobre o desempenho de suas ações no Estado.

Medidas de apoio

Na última semana, o Banco divulgou a disponibilização de R$ 15 bilhões em recursos do Fundo Social do Pré-Sal para regiões do Estado atingidas pelas enchentes e que tiveram estado de calamidade pública decretado pelo Governo Federal. Os recursos podem ser utilizados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento, como recuperação de plantas produtivas.

O BNDES também aprovou a suspensão completa de pagamentos por 12 meses, bem como alongou, pelo mesmo prazo, os financiamentos para clientes de cidades atingidas pelos desastres. Com a medida, ficam elegíveis para suspensão e renegociação R$ 7,7 bilhões em prestações (R$ 5,6 bilhões para operações indiretas e R$ 2,1 bilhões para operações diretas), o que beneficiará mais de 227 mil contratos.

Para ampliar acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas, o BNDES disponibilizou ainda mais de R$ 500 milhões em garantias, no âmbito do Programa Emergencial de Acesso a Crédito – FGI PEAC para novos financiamentos, tendo potencial de viabilizar até R$ 5 bilhões em crédito.

Todas as linhas de financiamento do BNDES seguem disponíveis para os empresários da região. Entre elas, a Linha BNDES Automático Emergencial possibilita o financiamento à capital de giro isolado para retomada da atividade econômica em municípios em estado de emergência decorrente de eventos geológicos, biológicos, com substâncias radioativas, rompimento ou colapso de barragens, enxurradas, ciclones ou tempestades, ou estado de calamidade pública, reconhecidos pelo Poder Executivo Federal, que possuam até 500 mil habitantes.

“Em linha com o movimento “Brasil Unido pelo Rio Grande do Sul”, liderado do governo do presidente Lula, montamos um posto avançado do BNDES na capital gaúcha, com uma equipe altamente qualificada. O objetivo é garantir o suporte necessário e oferecer soluções que facilitem a retomada das atividades econômicas das empresas da região”, afirmou o presidente do Banco, Aloizio Mercadante. Segundo ele, a linha de crédito de R$ 15 bilhões, que será operacionalizada após resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), e a suspensão de pagamentos por 12 meses vão aliviar a pressão financeira de empresas em municípios que tiveram estado de calamidade pública decretado.

Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o governo do Rio Grande do Sul e que ouviu 14 mil empresas, revelou que 80% delas precisam de crédito para retomada dos seus negócios. Acesso a crédito, postergação de impostos e renegociação de dívidas são as três necessidades mais urgentes apontadas pelos empresários.

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