Exercício físico como prevenção e tratamento de doenças cardíacas

Certo dia eu estava lendo algumas informações sobre a nossa saúde e me deparei com a seguinte afirmação: a cardiologia…

Colunista
Educadora Física. Licenciatura em Educação Física / Bacharel em Educação Física / Pós graduada em Fisiologia e Prescrição do Exercício Clínico e em Saúde da Mulher / CREF 027828-G/RS.
11:34 - 27/07/2021

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Certo dia eu estava lendo algumas informações sobre a nossa saúde e me deparei com a seguinte afirmação: a cardiologia é uma das especialidades mais procuradas pelos médicos no Brasil. Isso aguçou a minha curiosidade e fez com que eu pesquisasse o motivo dessa procura, e, não muito surpreendente, um dos principais motivos disto é por que a nossa população possui duas doenças do coração que se sobressaem no ranking de mortes: a doença isquêmica do coração, também conhecida como doença arterial coronariana e doenças cerebrovasculares.

É claro que o cuidado com a saúde cardíaca e a valorização do médico cardiologista são fundamentais para garantir longevidade e bem-estar da população nossa população. Mas o que muito insistimos atualmente e cada vez mais estamos vendo crescer, é a prevenção e o tratamento de problemas cardíacos através de exercícios físicos. O exercício físico é uma importante conduta não farmacológica no tratamento de pessoas com doença cardíaca. Ele pode melhorar o estado clínico e a qualidade de vida destas pessoas.

Agora, o mínimo que eu posso fazer como profissional de educação física especialista em exercício clínico é dar umas dicas sobre esse processo de treinamento para os pacientes cardíacos, lembrando que é de suma importância o acompanhamento de um profissional capacitado e, não menos importante, nossos pacientes compreenderem tudo que estamos desenvolvendo com eles nesse momento delicado, afinal, sentir insegurança nesses quesitos da saúde ninguém merece, não é?!

Aqui vai o tópico mais importante durante o treino: no programa de reabilitação cardiovas­cular, a prescrição de exercício é realizada entre o limiar aeróbio e 10% abaixo do ponto de descompensação respiratória. Na falta de uma avaliação ergoespirométrica, deve ser entre 50% e 70% da frequência cardíaca de reserva. Pela maior facilidade de mensuração durante as sessões de treinamento físico, a intensidade do exercício pode ser controlada pela frequência cardíaca correspondente ao limiar aeróbio e 10% abaixo do ponto de descompensação respiratória, através da palpação da artéria radial no punho ou frequencímetro.

É de extrema importância que as recomendações sejam seguidas pelo paciente, principalmente quando ele faz uso de betabloqueadores ou anti-hipertensivos, pois esses medicamentos alteram a frequência cardí­aca e a pressão arterial durante o teste. Outro ponto importante também acontece quando o paciente treina em bicicleta. Quando isso ocorre, deve-se reduzir em 10% o valor da frequência cardíaca máxima, se o teste ergométrico for realizado em esteira rolante, pois, quando o aluno realizar o treino em bicicleta, a frequência cardíaca estará diminuída em 10% em relação à esteira, pois na bicicleta estarão envolvidos menores grupos musculares. É normal que exista flexibilidade durante a aplicabilidade dessas porcentagens na prescrição de exercício, no que se refere às condições gerais de saúde do indivíduo (cardiovascular, muscular, osteoarticu­lar, psicossomáticas e outras).

Precisamos destacar que o custo-benefício da prevenção e reabilitação cardiovascular deve obedecer muito mais à adesão desse paciente ao programa, conseguida por meio do prazer em realizar o exercício físico!

As atividades que utilizem grandes grupos muscu­lares e que possam ser mantidas por prolongado pe­ríodo de tempo, de forma rítmica como, por exemplo, caminhada, corrida e ciclismo, são recomendadas como o tipo de exercício mais efetivo para a melhora cardiovascular. Este tipo de atividade pode ser reali­zada por indivíduos que idealizam a prevenção (sau­dáveis e portadores de fatores de risco), bem como a Reabilitação Cardíaca (cardiopatias no geral).

O exercício resistido dinâmico de baixa a mode­rada intensidade (até 50% da contração voluntária máxima), realizados em séries de 10 a 15 repetições, com intervalos de descanso entre as séries, é reco­mendado como parte complementar de um programa de prevenção e reabilitação cardiovascular. Este tipo de exercício promove melhora na resistência muscular, facilitando a realização das tarefas diárias, trazendo maior independência, prin­cipalmente para indivíduos com idade mais elevada. Também é de grande importância que os exercí­cios de alongamento sejam realizados no início e no término das sessões, sempre com a orientação para que o paciente mantenha uma respiração adequada, na tentativa de se evitar a Manobra de Valsalva.

Mantenha seus exames em dia, procure um profissional de educação física capacitado e confie no exercício físico como prevenção e tratamento não farmacológico de doenças cardíacas.

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