
Carlos Barbosa e Rio Grande do Sul - A redefinição do zoneamento escolar em Carlos Barbosa continua gerando polêmica. Nesta segunda-feira (9), pais e professores protestaram na Câmara de Vereadores contra o Projeto de Lei nº 6/2026. Eles contestam a realocação de cerca de 280 alunos da rede estadual. Por outro lado, a prefeitura divulgou um posicionamento oficial rebatendo as críticas.
As críticas das famílias
O grupo, liderado por mães de alunos, aponta uma série de problemas. Primeiramente, eles suspeitam que o foco principal é cortar custos com transporte escolar, e não garantir vaga na escola mais próxima. Além disso, denunciam a falta de um estudo de impacto detalhado sobre a rotina das crianças.
Outro ponto criticado é a acusação de que a Secretaria de Educação já aplica as novas regras antes da aprovação da lei. As famílias também afirmam que não podem manter os filhos na escola atual, mesmo abrindo mão do transporte. Por fim, alegam que a promessa de transporte garantido em 2026 não está sendo cumprida.
O impacto nas escolas
De acordo com as informações, a Escola Dom Vital, em Torino, pode perder cerca de 70 alunos. Já a Escola São Roque seria a mais afetada, com aproximadamente 200 estudantes realocados. Os manifestantes pedem mais diálogo e afirmam que não houve audiências públicas sobre o tema.
A defesa da prefeitura
Em resposta aos questionamentos, a prefeitura apresentou sua versão. Segundo a administração, a base legal atual é um decreto de 2006, considerado desatualizado. O novo Projeto de Lei seria, portanto, uma atualização necessária.
A prefeitura nega a implementação antecipada. No entanto, justifica as ações atuais com base no decreto antigo e em um processo de transição. De acordo com o posicionamento oficial, a maioria das famílias aceitou a troca, visando benefícios como menor tempo de deslocamento.
Sobre os objetivos do projeto
A administração reconhece o objetivo de reduzir rotas de transporte. Contudo, apresenta isso como parte de benefícios maiores. A lista inclui garantir vaga próxima à residência, maior bem-estar dos alunos, ganho ambiental e economia para os cofres públicos.
Sobre o termo de responsabilidade
A prefeitura confirmou que os pais estão assinando um termo de responsabilidade pelo transporte. Conforme explicado, o documento faz parte da nova regulamentação e serve como um período de transição para as famílias se adequarem.
Conclusão do impasse
O conflito permanece. De um lado, as famílias defendem a escolha individual e os vínculos já estabelecidos com as escolas. Do outro, a prefeitura defende uma regra geral para trazer benefícios coletivos e de longo prazo. O desfecho agora depende da tramitação do projeto na Câmara de Vereadores.
