Suspeita de matar irmã é transferida de Bento e fará exame de sanidade mental

Depois de ter a prisão preventiva decretada e se apresentar espontaneamente à polícia nesta quinta-feira, dia 24, Ana Paula Bittencourt,…

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16:27 - 25/08/2017

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Depois de ter a prisão preventiva decretada e se apresentar espontaneamente à polícia nesta quinta-feira, dia 24, Ana Paula Bittencourt, de 32 anos, apontada como suspeita de ter assassinado a irmã, Aparecida de Fátima Marin Bittencourt, de 44 anos, em Bento Gonçalves, no dia 2, foi transferida para o Presídio Estadual Feminino de Torres.

De acordo com o delegado Álvaro Becker, titular da 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Bento Gonçalves, que comanda as investigações, ela se apresentou espontaneamente, para refazer o seu depoimento, e a transferência para Torres se deu por questões de segurança.

Ela será transferida ainda ao Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre, onde deverá fazer exames de avaliação de sua capacidade psiquiátrica em um exame de sanidade mental solicitado pela polícia.

Delegado Becker afirmou que suspeita aparenta estar “perturbada” (Foto: Airton Ferreira)

“Ela deverá fazer exames que avaliem a sua real capacidade de discernir sobre o que ela praticou e assim então a Justiça determinar se ela recebe pena ou uma medida de segurança”, avalia Becker, que confirmou, durante coletiva realizada nesta sexta-feira, dia 25, as informações sobre as circunstâncias do crime já apuradas pela investigação e a tese de que Ana Paula é “a suspeita número um” do crime, descoberto no dia 8, depois que a acusada ligou para uma irmã afirmando que alguma coisa teria acontecido com a irmã.

“Suas condições parecem ser as de uma pessoa perturbada neste momento”, avalia o delegado.

Becker classificou o crime como “hediondo” e confirmou que o laudo médico fala em meio cruel, o que qualifica ainda mais o crime.

Ana Paula estava respondendo em liberdade, mas foi constatado que ela não se encontrava em nenhum dos endereços apresentados na delegacia e não atendeu mais as ligações feitas pela polícia, o que fez com que Becker solicitasse a prisão preventiva.

O delegado afirmou que ainda é cedo para definir se houve premeditação no crime, e revelou que aguarda uma posição do Instituto Geral de Perícia (IGP) para uma eventual realização de uma reconstituição do crime.

“Eu pretendo solicitar a reprodução simulada dos fatos. Ali poderá se ver se tudo aquilo que ocorreu representa uma premeditação do crime ou simplesmente a raiva do momento ocasionando essa agressividade, essa violência praticada pela Ana Paula. Então, no momento, eu não posso ver se foi premeditado ou não”, afirmou.

Segundo o delegado Álvaro Becker, com sua prisão será realizado o confronto de material genético (DNA) dela com material genético que foi apreendido na cena do crime.

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