Foto: PRF/Divulgação
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou a Operação Carnaval 2026 com um balanço alarmante: 130 pessoas perderam a vida nas rodovias federais entre os dias 13 e 18 de fevereiro. Esse número representa um aumento de 52,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 85 mortes ocorreram.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (19) apontam ainda 1.241 acidentes e 1.481 feridos ao longo dos seis dias de feriado. Em 2025, a PRF contabilizou 1.190 sinistros e 1.433 pessoas lesionadas. Dessa forma, as estatísticas preliminares já configuram o carnaval deste ano como o mais violento nas estradas federais desde 2020.

O retrato da violência nas estradas

Segundo a PRF, os sinistros de trânsito graves aumentaram 8,54% em relação ao carnaval anterior. A maioria das vítimas ocupava automóveis e motocicletas, justamente os veículos mais vulneráveis a colisões de alta gravidade.

Um dado que chama a atenção das autoridades envolve a localização dos acidentes mais graves. “Embora tenhamos aumentado o esforço de fiscalização para prevenir sinistros, constatamos que alguns dos mais graves, com múltiplos mortos, ocorreram em locais não classificados como críticos”, informou a corporação em nota.

Fiscalização recorde, mas infrações persistem

A PRF intensificou a presença nas estradas durante o feriado, abordando 326.548 pessoas e veículos. Os agentes realizaram 118.321 testes de alcoolemia. Como resultado, 2.400 condutores receberam autuação por dirigir sob efeito de álcool ou por recusarem o teste. Desses, 93 motoristas acabaram detidos em flagrante.

O excesso de velocidade também impressiona: os radares capturaram mais de 55,5 mil imagens de veículos acima do limite permitido. Ultrapassagens proibidas geraram 8.177 autos de infração, uma das condutas que mais contribuem para colisões frontais, geralmente fatais.

Comparativo com anos anteriores

O crescimento no número de mortes neste Carnaval interrompe uma tendência de queda observada nos últimos anos. Em 2025, a PRF contabilizou 85 óbitos. Em 2024, os números também ficaram abaixo dos registrados agora. A PRF ainda não divulgou o comparativo completo com toda a série histórica, mas confirmou que 2026 apresenta o pior desempenho desde 2020.