Produção de carne de frango no Brasil deve ser a maior da história em 2024

O resultado representará um novo recorde, ultrapassando as 15,44 milhões de toneladas

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10:09 - 21/09/2023

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Produção de carne de frango no Brasil deve ser a maior da história em 2024 FILIPE ARAÚJO/Estadão Conteúdo

As projeções para a produção de carne de frango no Brasil em 2024 apontam para um volume em torno de 16 milhões de toneladas. Caso seja confirmado, o resultado representará um novo recorde, ultrapassando as 15,44 milhões de toneladas que devem ser produzidas neste ano.

Os dados foram divulgados nesta semana pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), durante o evento Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2023/24. O bom desempenho esperado influencia na expectativa da produção dos três principais tipos de carnes no País, estimada em 30,85 milhões de toneladas no próximo ano.

“Mais uma vez temos a expectativa de um novo recorde na produção total de carnes de frango no País, considerando bovinos, aves e suínos. A soma da redução dos insumos de produção, como o milho, e a ampliação da oferta de proteínas no País consolida a tendência de queda do preço da carne para os consumidores”, reforçou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Números da exportação de carne de frango

A grande produção possibilita um aumento nas exportações de frango sem que a disponibilidade do produto no mercado interno seja afetada. De acordo com o as estimativas da Conab, os embarques da carne de frango podem chegar a 5,25 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 3,6% em relação ao volume projetado em 2023. Já a disponibilidade interna deve passar de 10,37 milhões de toneladas para 10,78 milhões de toneladas, incremento de 3,9%.

Há estimativa de produção recorde também para carne a suína, saindo de 5,34 milhões de toneladas previstas neste ano para 5,5 milhões de toneladas em 2024. Com isso, o panorama é semelhante ao encontrado para o setor de aves, com alta de 2,1% nas exportações, sendo estimadas em 1,24 milhão de toneladas, bem como incremento de 4,8% na quantidade ofertada no mercado doméstico, projetada em 4,34 milhões de toneladas do produto.

Já para a carne bovina, é esperado um cenário de estabilidade de produção e oferta.

“Em 2024, há sinalização de início de reversão do processo do ciclo pecuário. Com a tendência de diminuição do ritmo de abate de fêmeas no ano que vem, espera-se que haja estabilidade na produção de carne, seguida de provável queda nos anos seguintes”, declarou Rabello.

Produção de carne de frango no Brasil deve ser a maior da história em 2024 FILIPE ARAÚJO/Estadão Conteúdo

Copom reduz juros básicos da economia para 12,75% ao ano

O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela segunda vez no semestre. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.Em comunicado, o Copom informou que o corte de 0,5 ponto percentual é compatível com a estratégia para fazer a inflação convergir para a meta em 2024 e em 2025.

Assim, como na reunião anterior, o órgão reiterou que continuará a promover reduções na mesma intensidade nos próximos encontros, mas não informou se prosseguirá com os cortes no início do próximo ano.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

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