Foto: YouTube / Reprodução
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Porto Alegre e Rio Grande do Sul - A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, em Porto Alegre, abriu uma investigação para apurar se o historiador e escritor Eduardo Bueno, popularmente conhecido como Peninha, cometeu crime de discriminação religiosa contra evangélicos.

O caso teve início após a publicação de um vídeo no canal do escritor no YouTube, no dia 28 de janeiro. Por isso, a delegacia decidiu abrir a apuração na última sexta-feira.

Segundo o delegado Vinicius Naham, as declarações se enquadram no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei 7.716/89. A legislação criminaliza a prática, a indução ou a incitação à discriminação ou preconceito por religião, raça, cor, etnia ou procedência nacional.

O interrogatório de Eduardo Bueno está marcado para a última semana de fevereiro. Até lá, a polícia deve concluir outras diligências.

Procurado, o escritor afirmou que não foi formalmente notificado sobre a abertura do inquérito. Ele repudia as alegações e nega as acusações.

A delegacia especializada foi criada para dar respostas mais ágeis a esse tipo de ocorrência. Nos últimos anos, o Brasil registrou aumento no número de denúncias por intolerância religiosa.

Até o momento, a defesa do historiador não se manifestou sobre o depoimento agendado. Representantes de grupos religiosos citados no inquérito também não comentaram o caso.