
Rio Grande do Sul e Vale do Taquari - Uma onda de violência contra animais mobilizou a comunidade de Teutônia, no Vale do Taquari, neste domingo (23). Moradores das ruas Veleda Schaeffer e Balduino Ninow, na Vila Esperança, realizaram uma passeata pacífica para exigir justiça. Em apenas três semanas, 17 animais morreram na região — 10 gatos e 7 cachorros. Segundo relatos, os criminosos teriam usado veneno e disparado armas de chumbinho contra os bichos.
Casos se concentram em duas ruas
Os primeiros registros ocorreram no início de fevereiro. Desde então, os relatos se intensificaram nas últimas semanas. Moradores encontraram animais mortos em calçadas e até dentro dos pátios das residências. A mobilização ganhou força após mais um caso: um gato apareceu com sinais claros de envenenamento.
A concentração dos ataques em apenas duas vias do bairro Canabarro acendeu o alerta da vizinhança. Durante a manifestação, os participantes exibiram fotos dos animais ao lado de seus tutores. Dessa forma, demonstraram luto e indignação de maneira pública e emocionante.
Voz das ruas
Liderando o ato com um megafone, o organizador Vitor Krieger fez um apelo à comunidade. “Queremos chegar até o suspeito que fez isso e que responda pelo crime que cometeu com os nossos 17 animais”, declarou. Além disso, orientou os vizinhos a redobrar a atenção quanto a movimentações suspeitas. Ele também pediu que denunciem imediatamente qualquer situação anômala às autoridades.
Crime com pena severa
A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) tipifica maus-tratos contra animais como crime. Para cães e gatos, a pena pode variar de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. Caso o animal morra em decorrência dos maus-tratos, a Justiça pode aumentar a pena de um sexto a um terço.
Investigação
A Polícia Civil ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. No entanto, moradores esperam que as autoridades identifiquem e responsabilizem o autor dos ataques. A comunidade reforça o pedido para que qualquer suspeita chegue às autoridades pelo telefone 181, de forma anônima.