Novos buracos, velhos problemas: a situação da ERS-122 entre Farroupilha e Caxias do Sul

“Não há previsão” e “O órgão aguarda liberação de verbas por parte do Estado”, essas tem sido as justificativas do…

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08:59 - 28/05/2021

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Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM

“Não há previsão” e “O órgão aguarda liberação de verbas por parte do Estado”, essas tem sido as justificativas do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) ao longo dos últimos meses sobre a situação das rodovias da Serra Gaúcha, especialmente da ERS-122, uma dos principais trechos da malha viária da região, ligando Farroupilha e Caxias do Sul.

A reportagem do Grupo RSCOM esteve no local nesta semana, mais uma vez, para verificar a situação da rodovia. Ao longo dos quase 15 quilômetros que ligam as duas cidades, são inúmeros buracos e desníveis na pista que causam risco e transtornos para os condutores.

Em alguns pontos, obras foram realizadas há pouco tempo e o asfalto já começou a se desmanchar. É o caso do Km 61, na saída da Farroupilha. Em maio de 2019, a prefeitura da cidade teve a liberação do Daer para fazer o que a autarquia não conseguia: recuperar o trecho que tinha buracos de quase um metro de diâmetro. Exatos dois anos depois, os buracos retornaram, obrigando condutores a invadir a pista contrária para não ter uma parte do carro danificada.

Um pouco mais adiante, no Km 63, em novembro de 2019, foi liberado o fluxo de veículos na nova rotatória de acesso ao bairro Foqueta, nas proximidades da sede do Comando Rodoviário da Brigada Militar. A obra, que custou cerca de R$ 600 mil, chegou a ser paralisada em 2018 por conta de uma dívida do Daer com a empresa fornecedora de asfalto.

Pouco mais de um ano e meio depois, o asfalto está se deteriorando no ponto. Os condutores precisam ou sair da pista para um refugio, de chão batido, ao lado direito da via, ou transitar a centímetros do canteiro central do lado esquerdo. Ainda assim, é difícil desviar dos buracos. Há ainda, o risco de colisões traseiras, já que muitos freiam os veículos quase em cima dos buracos.

Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
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Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM
Foto: Cristiano Lemos/Grupo RSCOM

Há outros diversos problemas, como buracos em praticamente todas as alças de acesso dos retornos da rodovia nos dois sentidos, recortes na pista na altura do Viaduto Torto para quem segue a Caxias do Sul, crateras nas laterais da pista na Descida da Julieta, e grandes desníveis na pista nas proximidades do acesso ao bairro Centenário, em Farroupilha.

Procurado, o Daer, em nota, respondeu que:

O Daer esclarece que, no momento, o Governo do Estado está finalizando o cronograma de obras e serviços na malha rodoviária estadual para o restante deste ano. Após essa definição, poderão ser elencadas as intervenções a serem executadas nas rodovias da região.

Conforme pesquisa de 2017, realizada pela autarquia, circulam cerca de 90 mil veículos por dia no entorno de Farroupilha. Destes, 68 mil na ERS-122; 20 mil na RSC-453 e dois mil na VRS 813.

O governo do Estado, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), projeta para o fim de maio a conclusão dos estudos que definirão o modelo de viabilidade para a concessão de 1.151 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada, entre elas, algumas que cortam a região da Serra Gaúcha.

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