
Rio Grande do Sul - Um novo caso de feminicídio choca o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (29). A vítima é Marlei de Fátima Froelick, de 53 anos, morta a tiros na propriedade da família, na Linha Jogareta, interior da cidade de Novo Barreiro, na Região Norte gaúcha. O crime, investigado pela Delegacia de Polícia de Palmeira das Missões, é o 11º feminicídio registrado no estado em 2026.
De acordo com as primeiras informações da Polícia Civil, o ex-companheiro de Marlei, um homem de 57 anos, a surpreendeu enquanto ela abria o portão de acesso à sua casa. Portanto, o agressor, que não possui antecedentes criminais, estava escondido em uma área de mata próxima. Após efetuar o disparo, ele fugiu do local.
A vítima, que chegou ao local acompanhada de familiares, não resistiu aos ferimentos e faleceu. O caso expõe uma trágica sequência de falhas no sistema de proteção. No dia 12 de janeiro, Marlei havia registrado uma ocorrência policial e solicitado medidas protetivas de urgência. Contudo, a Justiça indeferiu o pedido inicial.
Justiça concede proteção, mas a intimação não chega a tempo
Apenas após um recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça do RS concedeu a medida protetiva em favor de Marlei. A decisão saiu na terça-feira, dia 28 de janeiro. No entanto, ninguém havia formalmente intimado o agressor sobre a ordem de afastamento quando ele cometeu o feminicídio na manhã seguinte, dia 29.
Autor do crime está hospitalizado em estado grave
A polícia encontrou o suspeito com ferimentos causados por faca e também por arma de fogo. As equipes de socorro o levaram ao hospital, onde ele permanece internado. Informações médicas preliminares indicam que seu estado é grave e que os profissionais devem encaminhá-lo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Assim, as circunstâncias exatas de como ele se feriu ainda são parte das investigações.
A Polícia Civil continua com as diligências para reconstituir todos os detalhes do crime. Dessa forma, o caso reacende o alerta sobre a efetividade das medidas de proteção e a urgência no combate à violência doméstica no estado, que já soma 11 feminicídios em menos de um mês.
Novo Barreiro