
Rio Grande do Sul - Um boletim de ocorrência incomum movimentou as redes sociais e chamou a atenção no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (23). Na verdade, tudo começou com uma ligação de emergência para a Brigada Militar, por volta da meia-noite, na cidade de Sentinela do Sul.
Relato de pânico e busca policial
Uma moradora acionou o serviço 190 em estado de pânico. Ela afirmou que um indivíduo tentava arrombar a porta de sua casa. Imediatamente, uma guarnição foi até o local e fez uma busca minuciosa no pátio e nos arredores. Contudo, os policiais não encontraram nenhum vestígio de invasão ou de presença de pessoa alguma.
A surpreendente explicação folclórica
Durante o atendimento, a explicação para o susto surpreendeu os militares. Segundo o relato, a mulher descreveu o suposto invasor não como um homem, mas como um lobisomem. Além disso, um detalhe aumentou a curiosidade: não havia lua cheia no céu, condição tradicional do mito, mas sim lua nova. O filho da moradora, que é deficiente visual, apoiou a história. De acordo com ele, a suposta criatura os perturba há anos.
Diante da falta de evidências concretas, os policiais decidiram encerrar a ocorrência. No entanto, a forma como redigiram o registro oficial fez o caso ganhar notoriedade.
O boletim irônico que viralizou
No documento, a guarnição escreveu: “Por se tratar de uma criatura folclórica, foi dito às partes solicitantes que, não havendo nenhum indivíduo no local, seja ele humano ou licantropo, a averiguação seria encerrada. Em caso de nova ocorrência, podem acionar a guarnição novamente, mas como não dispomos do lendário caçador de monstros Van Helsing, pouco poderíamos fazer além da averiguação”.
O trecho, com seu tom direto e irônico, se espalhou rapidamente por plataformas como Twitter e Facebook. Consequentemente, usuários fizeram piadas e compartilharam o caso, que se tornou um dos assuntos mais comentados no Estado.
Brigada Militar determinará apuração interna
Apesar do tom bem-humorado do registro, a Brigada Militar emitiu uma nota sobre o ocorrido. Segundo a corporação, ela vai apurar as circunstâncias do atendimento. Portanto, a investigação interna vai analisar a conduta e a atuação dos policiais responsáveis pela redação do boletim.
Em resumo, o caso misturou folclore e rotina policial, resultando em uma curiosa história que divertiu o público, mas que também segue sob análise institucional.