Mortes violentas no Brasil atingem menor número desde 2011

Foram 47.508 registros, entre homicaú Aídios dolosos, roubo seguidos de morte, lesão corporal seguida de morte e as mortes decorrentes de intervenções policiais

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14:38 - 20/07/2023

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Tentativa de homicídio ocorreu no mês passado

Taxa de homicídios dolosos ficou em 19,5 a cada 100 mil habitantes (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta que o número de mortes violentas no Brasil atingiu o patamar mais baixo em 12 anos. Em 2022, o País registrou 47.508 mortes violentas intencionais, categoria na qual se encaixam homicídio doloso, roubos seguidos de morte, lesão corporal seguida de morte e as mortes decorrentes de intervenções policiais.

O documento foi divulgado nesta quinta-feira (20). O número registrado só é maior do que o observado em 2011, primeiro ano da série histórica feita pelo fórum. A marca segue a tendência de queda do índice desde 2018.

A taxa de mortalidade, em termos relativos, caiu de 24 para 23,4 pessoas por grupo de 100 mil habitantes – um recuo de 2,4% em relação a 2021. De acordo com o anuário, houve redução na desaceleração em relação aos anos entre 2018 e 2021. Entretanto, a diminuição da taca precisa ser realçada.

Por outro lado, a queda do número de mortes violentas também revela tensões, limites metodológicos e problemas que colocam a sociedade brasileira sob o risco de acreditar na ideia de que o país está mais seguro. “Estamos longe disso. Ainda somos uma nação violenta e profundamente marcada pelas diferenças raciais, de gênero, geracionais e regionais que caracterizam quem são e onde vivem as vítimas da violência letal”, alerta o FBSP.

Por exemplo, o Brasil ainda concentra cerca de um quinto dos homicídios do mundo. A taxa de homicídios dolosos ficou em 19,5 pessoas a cada 100 mil habitantes. A mortes por intervenção de agentes policiais também registraram queda, de 1,4%, com 6.430 ocorrências.

Análise geográfica

De acordo com o estudo, o estado mais violento do Brasil em 2022 foi o Amapá, com taxa de mortes violentas intencionais de 50,6 a cada 100 mil habitantes. Na sequência aparece a Bahia, com 47,1 por 100 mil. Em contrapartida, no outro extremo, aparecem São Paulo (8,4 mortes por 100 mil habitantes) e Santa Catarina (9,1 por 100 mil).

Perfil

O anuário destaca, ainda, que não houve alteração significativa do padrão das vítimas de um ano para o outro. No recorte de gênero, 91,4% são homens. Eles, inclusive, chegam a ser 99,2% entre os mortos em intervenções policiais.

Por fim, a pesquisa revela que 50,3% das vítimas eram adolescentes ou jovens com idade entre 12 e 29 anos. Dentre os mortos por intervenção policial, esse grupo etário chega a concentrar 75% das mortes.

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