Foto: Freepik
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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF-RS) recuou 1% em novembro, atingindo 47,9 pontos, o nono mês consecutivo de queda e a pior marca da série histórica. Na comparação com novembro de 2024, a retração foi de 22,1%. Os dados foram divulgados pela Fecomércio-RS.

O levantamento, realizado em Porto Alegre ao longo dos dez dias que antecedem o mês de referência, é conduzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Dos sete componentes do índice, quatro registraram queda. Os recuos mais significativos foram no acesso a crédito (-3%), na renda atual (-2,8%) e na percepção sobre a situação do emprego (-1,3%). Embora em queda, esses três indicadores ainda são os menos negativos dentro do ICF.

A perspectiva de consumo também contribuiu para o resultado negativo, com queda de 1,2%. O consumo atual se manteve estável, mas em um patamar muito baixo (38,4 pontos). O tombo maior foi evitado apenas por dois indicadores que tiveram alta, mas seguem deprimidos: “momentos para duráveis” (7,5 pontos) e “perspectiva profissional” (10,9 pontos).

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, avalia que os dados mostram uma deterioração da confiança. “As famílias parecem perceber de forma perene condições mais difíceis não apenas de manter o poder de compra”, afirmou. Ele destaca que, diante de uma conjuntura que não aponta melhora no curto prazo, a cautela deve seguir pautando as decisões de compra.