Infiltrado em grupos de WhatsApp, ambientalista denuncia caça ilegal no RS

Um ambientalista foi convidado por engano para participar de grupos de WhatsApp sobre caça no Rio Grande do Sul. Durante…

Publicado por
09:50 - 17/12/2018

Compartilhar:

Facebook Twitter Whatsapp

Um ambientalista foi convidado por engano para participar de grupos de WhatsApp sobre caça no Rio Grande do Sul. Durante um ano ele arquivou mensagens, fotos e vídeos que comprovam a caça ilegal de diversas espécies no estado denunciando os caçadores para Ibama.

A grande maioria dos grupos que o ambientalista fazia parte se referia ma caça de javali, animal que invade plantações e causa prejuízos para agricultores e que, por isso, tem seu abate autorizado pelo Ibama desde 2013. Porém, o material compartilhado mostra o abuso da autorização para o transporte das armas e a matança de outras espécies nativas. Veados, tamanduás, mão-peladas, quatis e tatus estão entre os alvos dos caçadores. Conforme o ambientalista, tem caçadores legalizados para abater javali, mas na verdade eles caçam outros animais.

A legalização do abate do javali, que dá direito ao transporte de armas de caça, passou a valer em 2013 em todo país, mas no Rio Grande do Sul a caça do animal é autorizada desde 2005. Nos grupos, os participantes enviam fotos e vídeos das documentações e até dão dicas de como se deve encaminhar a solicitação do registo no Exército e no Ibama.

De acordo com o Ibama, no Brasil são 32,1 mil caçadores registrados. O número, porém, não bate com o informado pelo Exército, que chega a quase 70 mil. O estado com maior número de caçadores é o Rio Grande do Sul. Para conseguir a documentação, é preciso fazer um teste de tiro e passar por um exame psicológico.

Além da caça ilegal, os grupos também eram usados para compra e venda de munição contrabandeada do Uruguai. Armas também eram negociadas informalmente.

(Foto: Divulgação)

Compartilhe nas suas redes

Facebook Twitter Whatsapp