Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para baixo a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026. A nova projeção, divulgada nesta sexta-feira (6), indica um avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3%, frente aos 2,4% estimados anteriormente.

O Boletim Macrofiscal também trouxe uma previsão otimista para a inflação. O IPCA deve fechar o ano em 3,6%, abaixo dos 4,26% registrados em 2025.

Crescimento com setores em ritmos diferentes

Segundo a SPE, a redução no crescimento reflete uma desaceleração na agropecuária. Por outro lado, indústria e serviços devem apresentar uma expansão mais forte.

A demanda doméstica deve ganhar força. No entanto, um cenário global restritivo reduzirá a contribuição das exportações.

Inflação sob controle e juros altos

A projeção de inflação em 3,6% para 2026 está alinhada com a meta. A SPE cita o excesso de oferta global e os efeitos da política monetária. Ainda assim, alerta para pressões moderadas nos preços de alimentos.

“A expectativa é de continuidade da desinflação, possibilitando redução nos juros básicos”, afirmou a secretaria. A taxa Selic está atualmente em 15% ao ano.

Principais riscos para a economia

O documento aponta riscos para o cenário. A intensificação de tensões geopolíticas é um deles. Além disso, uma desaceleração mais forte da China preocupa.

Instabilidades internacionais podem aumentar a volatilidade nos mercados. O Copom já sinalizou cortes na taxa de juros a partir de março. A condição é que o cenário inflacionário permaneça sob controle.