Famílias que deixaram Galópolis começam a voltar para casa

Não há necessidade de novas evacuações no bairro, mas 70 casas seguem interditadas

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18:53 - 18/05/2024

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Mais da metade das famílias deixaram a comunidade. Foto: Caio Torques

Pessoas que moram em Galópolis já não precisam deixar suas casas. A conclusão é dos geógrafos que  trabalham nas inspeção da região desde sexta-feira (17). 

Neste sábado (18), após esta primeira etapa dos trabalhos, o geólogo e diretor de Gestão Ambiental da SEMMA, Caio Torques, baseado nos trabalhos, avaliou que não há necessidade de novas evacuações no bairro. 

Por outro lado, setenta casas nas ruas José Comerlato e José Casa seguem interditadas, pois o solo não tem estabilidade, tem bastante eucaliptos caídos na encosta e materiais pendurados causando ainda preocupação. 

Ainda não estão liberados para voltar os moradores da rua José Casa, a partir do cemitério, da rua José Comerlato e do lado ímpar da rua Pedro Chaves. Também segue interditada a área do Sindgal e duas casas no fundo e estacionamento do moinho, à direita da BR. E ainda duas áreas nas ruas Faustino Tissot e Batista Tissot (mapas abaixo – a área vermelha tem risco iminente de ruptura). 

Desde que chegaram a Caxias nesta sexta, o grupo de geógrafos do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM-RJ), acompanhados pelos geólogos da Secretaria do Meio Ambiente (SEMMA) estão acompanhando e avaliando os riscos das encostas de Galópolis, a área mais atingida em Caxias pelas fortes chuvas.

Houve uma reunião com os moradores na Igreja Matriz no final da tarde para liberação das pessoas que voltam para casa e explicação para as que ainda não podem retornar.

“Nas outras áreas, não tem novas fissuras e novos escorregamentos, mas ainda é de risco de deslizamentos. O material se manteve estável, sem evolução nos últimos dias. Atrás do sindicato, à direita da BR, onde houve o deslizamento atingindo o cartório ainda fica interditado até que se faça a contenção do talude (o proprietário dos terrenos será notificado pra fazer a contenção)”, explica Torques.

A partir de segunda-feira, a equipe carioca fará o mapeamento da área onde houve deslizamento. “É o trabalho de risco residual, que é a avaliação após os deslizamentos caso ainda tenha algum movimento posterior a isso e se ainda há risco para as famílias”, informa o diretor.

Galópolis foi o bairro mais atingido pela chuva desde o dia 30 de abril. Foram registradas sete mortes e uma pessoa ainda segue desaparecida.

Mais da metade dos moradores estava fora de suas casas, isto é, cerca de 260 famílias, a maioria abrigadas em casa de família e amigos. O prazo para o retorno, dependendo das condições climáticas e após avaliações de geólogos, encerrava neste domingo.

 

 

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