“Esperamos que o Governo tenha um choque de coerência” diz Tiago Simon sobre homologação do leilão das estradas

O Deputado Estadual Tiago Simon (MDB) comentou em entrevista ao Grupo RSCOM sobre a homologação do leilão envolvendo o Bloco…

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14:46 - 19/05/2022

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Foto: Divulgação / EGR

O Deputado Estadual Tiago Simon (MDB) comentou em entrevista ao Grupo RSCOM sobre a homologação do leilão envolvendo o Bloco 3 das rodovias estaduais. Nesta divisão a Serra Gaúcha e o Vale do Caí estão incluídos. A confirmação de que as rodovias passarão para gestão privada foi publicada pelo Governo do estado no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (17).

Em linhas gerais, a homologação é mais um passo na entrega dos cerca de 270 quilômetros de estrada para o Consórcio Integrasul, vencedor e único participante do certame. O próximo movimento é a assinatura do contrato, previsto para ocorrer no mês de outubro.

Simon disse ver com preocupação a homologação, já que conforme ele diversas entidades veem essa situação como um grande equivoco por parte do governo devido ao modelo em que ele foi feito. A principal reclamação está nos valores que serão praticados nas praças de pedágio que serão construídas na Serra Gaúcha e na região do Vale do Caí.

Segundo o político os mecanismo utilizados no edital afastaram a possibilidade de outras empresas participarem do leilão, gerando assim a falta de concorrência e, por consequência, o menor deságio já registrado em leilões do tipo.

O governo fez um leilão exigindo garantias demasiadas. Uma carta fiança desproporcional. Cada ponto de percentual de desconto na tarifa proposta precisava depositar R$ 7 milhões em uma conta de aporte, ou seja, um sistema que acabava desincentivando o desconto na tarifa e o resultado foi apenas uma empresa. Imagina, um leilão com uma empresa só levou ao deságio, que normalmente seria de algo em torno de 40%, o que reduziria muito a tarifa, em apenas 1,3%, tornando o pedágio da Serra um dos mais caros do Brasil.“, disse.

Ele voltou a dizer que a concessão é um instrumento válido, a extorsão não. Conforme o deputado, o governo agiu de forma antidemocrática e autoritária, atendendo a outros interesses e não apenas ao interesse público, já que ele diz ser inexplicável a tarifa próxima aos R$ 10,00.

O Deputado chamou o pedágio de imposto indireto e que a população, que já paga caro por outros produtos, será prejudicada com isso, até mesmo indiretamente com um possível aumento dos preços dos produtos que serão impactados com alta dos custos de transporte nas rodovias estaduais.

Questionado se ainda acredita que o Governo possa dar um passo atrás na questão das concessões, ele disse que apesar dos movimentos de entidades da Serra, das Frentes Parlamentares na Assembleia Legislativa e dos apelos dos contadores, não haverá mudanças.

Foi feito um grande movimento, mas infelizmente acho que o Governo, de forma insensível, acabou por optar por seguir este caminho. Acho um grande equivoco o que está ocorrendo. O que nós esperamos é um choque de lucidez, um choque coerência, que o Governo do Estado tenha respeito pelo povo gaúcho que paga seus impostos e terá que pagar por 30 anos um sistema de pedágio injusto“.

Sobre as tarifas, o secretário extraordinário de Parcerias do Rio Grande do Sul, Leonardo Busatto, que esteve na Serra nesta semana, disse que o contrato prevê equilíbrios, tanto para cima quanto para baixo.

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