Em Farroupilha, Cartilha Contra Golpes é desenvolvida para alertar a população

Ação é uma parceria entre a prefeitura, o PROCON e a Polícia Civil

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08:10 - 05/05/2023

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Foto: Governo do Estado do Espírito Santo

A Prefeitura de Farroupilha, por meio da Secretaria de Gestão e Governo em parceria com o PROCON e a Polícia Civil, desenvolveram a Cartilha Contra Golpes, voltada para alertar e orientar a população. O ambiente da internet facilitou e aproximou as pessoas e as formas delas realizarem negócios e transações, mas ao mesmo tempo que é inegável a facilidade para troca de mensagens, imagens, realização de transações bancárias e compras, o mesmo ocorre com ilicitudes.

Pensando nisso, surgiu a ideia de criar a Cartilha Contra Golpes a partir de reclamações no PROCON por parte de consumidores lesados. O Secretário de Gestão e Governo Rafael Gustavo Portolan Colloda, comentou como foi o desenvolvimento do material.

“Sentimos a necessidade da população já que estava sendo recorrentes as reclamações sobre golpes e cuja orientação dada era procurar a autoridade policial. A partir disso e dado o bom relacionamento com a Polícia Civil, e em especial contando com o entendimento de parceria do Delegado Ederson Bilhan, a cartilha foi desenvolvida com vistas a informar e fomentar a discussão sobre golpes existentes e a necessidade de cautela das pessoas que são potenciais vítimas”, disse.

No período de janeiro a maio de 2022 o PROCON registrou 22 reclamações com relação a não entrega de produto,no mesmo período deste ano, foram registradas 55 reclamações, ou seja, houve um aumento significativo, e na maioria deles, se refere a compras na internet caracterizáveis como golpes.

O Secretário reforça que a população fique atenta e adquira produtos e serviços de empresas conhecidas e reconhecidas, que façam pesquisas e principalmente não acreditem em ofertas muito vantajosas, pois esse é o chamariz utilizado para convencimento da pessoa. Além disso, pesquisar o CNPJ do Fornecedor da Receita Federal, consultar o Reclame Aqui, são meios de confirmar a identidade da empresa. A previsão é que no segundo semestre ela seja distribuída nas escolas. A cartilha completa está disponível no site da prefeitura e pode ser acessada através deste link.

Confira os principais golpes destacados na cartilha:

Golpe no Whatsapp: Os criminosos vinculam uma imagem de perfil da vítima, geralmente retirada do seu próprio perfil de WhatsApp ou redes sociais. Com uma conta falsa, eles se passam pela vítima e solicitam dinheiro para amigos, familiares e conhecidos.

Clonagem do Whastapp: O golpista se passa por funcionário do WhatsApp, solicita à vítima para que informe seus dados pessoais e um código que receberá no telefone, a partir do fornecimento dessa chave o golpista terá acesso ao WhatsApp da vítima que acaba perdendo o seus. Na sequência o criminoso se passa por ela e, solicita dinheiro aos parentes ou amigos, que acreditando ser o conhecido, acabam transferindo o dinheiro para a conta.

Compras Online: O consumidor recebe o anúncio nas redes sociais de produtos com preços baixos em relação ao preço do mercado, e por isso compra o produto. Após realizar o pagamento o vendedor some, não responde mais as mensagens em nenhum lugar, sem conseguir falar com o vendedor e sem os produtos, os consumidores procuram o Procon para requerer o cancelamento, estorno ou a entrega do produto, onde acabam descobrindo que foram vítimas de golpe.

Falso boleto: O consumidor é devedor de determinado valor, recebe uma ligação de um suposto funcionário do banco oferecendo uma proposta de pagamento. A proposta e o boleto são enviados com o timbre do banco, porém o beneficiário não é o banco, mas um estelionatário ou empresa criada para fraude. Outra forma de aplicarem esse mesmo golpe é solicitar para que a pessoa entre num suposto site do banco e lá imprima o boleto. Sendo que o endereço do link é enviado pelo estelionatário.

Telessaque sem consentimento: Essa modalidade é caracterizada pela liberação de empréstimo em conta, sem qualquer autorização ou solicitação prévia dos consumidores. A instituição financeira entra em contato oferecendo o empréstimo consignado, o consumidor recusa, mesmo assim recebe o depósito.

Déposito inexistente: É possível comparecer em uma agência bancária e efetivar o depósito em envelopes, tanto em dinheiro como em cheque. Ao se fazer isso será registrado o valor debitado. O titular da conta perceberá que o valor aparecerá como crédito, mas terá uma mensagem mostrando que está bloqueado e somente será liberado quando o envelope for aberto e tiver mesmo um cheque ali e ele for compensado, ou a quantia de dinheiro informada.

Falso empréstimo: O golpista oferece uma quantia alta como empréstimo a juros vantajosos e pede que a vítima deposite o valor do seguro como garantia. O valor é depositado na conta o golpista e o empréstimo jamais entregue.

Golpe do Telessaque: Este golpe consiste em ligações (muitas vezes) incessantes de Instituições Bancárias oferecendo crédito e cartão consignados. No Brasil, é muito comum que tal categoria de fraude se debruce sobre os idosos e recém-aposentados, pois são pessoas sem muito conhecimento sobre os riscos do crédito consignado e mais propensas a aceitarem uma contratação abusiva.

Dúvidas e informações podem ser obtidas no PROCON pelos telefones: (54) 3261-6949 ou (54) 9. 9612-2481 entre 9h e 16h.

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