RS é o quinto estado brasileiro com mais empreendimentos de economia criativa
Foto: Marcello Camargo/ Agência Brasil

A atividade econômica brasileira fechou 2025 com expansão de 2,5%, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgados nesta quinta-feira (19). Considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador mostra uma desaceleração em relação ao crescimento de 3,7% registrado em 2024.

O desempenho da economia no ano passado superou as expectativas iniciais do governo e do mercado financeiro. O Ministério da Fazenda projetava crescimento de 2,3%, enquanto o Boletim Focus, que reúne projeções de instituições financeiras, apontava para 2,25%. O resultado veio, portanto, ligeiramente acima dessas estimativas.

Agropecuária puxa o crescimento

O grande destaque do ano ficou por conta da agropecuária, que registrou expansão expressiva de 13,1% em 2025. Esse desempenho reflete a forte produção de grãos da safra 2024/25, favorecida por condições climáticas adequadas e pelo aumento das exportações de commodities agrícolas.

Os demais setores também contribuíram positivamente, embora em ritmo mais moderado:

  • Serviços: alta de 2,1% no ano
  • Indústria: crescimento de 1,5% 

Se excluído o efeito da agropecuária, o IBC-Br teria crescido 1,8% em 2025, o que evidencia o peso do setor primário no resultado final.

Cenário para 2026

A expectativa do mercado é de desaceleração adicional da atividade econômica em 2026, reflexo do aperto monetário promovido pelo BC ao longo de 2025. A manutenção dos juros em patamares elevados tende a frear o consumo e os investimentos nos próximos meses.

O Ministério da Fazenda estima que o crescimento oficial do PIB em 2025, que será divulgado pelo IBGE em 3 de março, fique em torno de 2,2%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, o quarto ano seguido de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando chegou a 4,8%.

Por ora, o IBC-Br confirma que a economia brasileira segue em trajetória de crescimento, embora em ritmo mais moderado. O desafio das autoridades monetárias será equilibrar o controle da inflação com a necessidade de estimular a atividade econômica, especialmente diante de um cenário internacional ainda incerto.