Foto: Paróquia de São Francisco de Paula/Redes Sociais
Foto: Paróquia de São Francisco de Paula/Redes Sociais

A Diocese de Caxias do Sul manifestou-se publicamente nesta sexta-feira (20) por meio de uma nota assinada pelo bispo Dom José Gislon. A instituição informou que tomou conhecimento dos fatos envolvendo a detenção do sacerdote, que integra o clero diocesano. As circunstâncias do caso estão em apuração pelas autoridades competentes nas esferas civil e eclesiástica.

Caxias do Sul, Rio Grande do Sul e São Francisco de Paula - O texto ressalta que as medidas canônicas correm na Arquidiocese de Porto Velho (RO), junto ao Tribunal Eclesiástico de Manaus (AM). A Diocese espera que todos os fatos sejam esclarecidos. O objetivo, conforme a nota, é que “a verdade prevaleça e se realize a justiça”.

Igreja repudia atos de abuso sexual

A nota oficial também traz o posicionamento institucional da Igreja em relação ao crime. A Diocese declarou, “com veemência, que repudiamos qualquer ato de abuso sexual, em qualquer esfera da sociedade, principalmente no âmbito religioso”. O documento afirma que a instituição não admitirá “nenhum tipo de injustiça praticada contra aqueles a quem Deus nos confiou o cuidado”.

A Diocese reforçou ainda que possui a Comissão para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis. O órgão atua em sintonia com o Magistério da Igreja. A comissão representa o compromisso da instituição com a defesa da vida, dignidade e integridade de todas as pessoas.

Primeira manifestação ocorreu após apuração de informações

Antes da nota oficial, a Diocese havia se mantido reservada. A reportagem procurou a instituição nos primeiros dias após a prisão. Na ocasião, a Diocese limitou-se a informar que “ainda não tem todas as informações sobre o caso e que estão apurando e averiguando os fatos para poder se manifestar”.

Comunidade local acompanha desdobramentos

O religioso exercia atividades na Paróquia São Francisco de Paula. O município serrano possui aproximadamente 22 mil habitantes e é conhecido pelo turismo de inverno e pelas belezas naturais. A prisão gerou comoção entre os moradores locais, que agora aguardam os desdobramentos do caso.

Na nota, Dom José Gislon pediu as orações dos fiéis. O bispo mencionou o “momento de dolorosa provação” e destacou o caminho quaresmal de penitência e purificação. Segundo ele, o período deve conduzir à verdade e à justiça.

Prisão ocorreu após missa em São Francisco de Paula

A Polícia Civil prendeu um sacerdote de 56 anos na noite de quarta-feira (18) em São Francisco de Paula. Os agentes cumpriram um mandado de prisão condenatória expedido pelo estado de Rondônia. O religioso respondia por crime de estupro de vulnerável. A sentença já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso.

A delegada Fernanda Aranha, responsável pela operação, explicou que os policiais aguardaram o término da celebração religiosa para efetuar a detenção. A missa ocorreu às 19h, e a abordagem aconteceu somente depois que os fiéis deixaram o local. O caso corre em segredo de Justiça em Rondônia. Por esse motivo, detalhes adicionais sobre o processo permanecem sob sigilo.