Deflagrada nova fase da operação que apura contratos de manutenção dos pedágios da EGR

Foi deflagrada nova fase da operação Nossa Praça da Polícia Civil, que apura contratos de manutenção das 12 praças de…

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09:34 - 13/07/2022

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Deflagrada nova fase da operação que apura contratos de manutenção dos pedágios da EGR

Foto: PC/RS

Foi deflagrada nova fase da operação Nossa Praça da Polícia Civil, que apura contratos de manutenção das 12 praças de pedágios da concessionária Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), foi deflagrada na manhã desta quarta-feira em Porto Alegre. A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção (1ª Decor) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), sob comando do delegado Max Otto Ritter.

O alvo do mandado judicial de busca e apreensão foi a residência de um ex-servidor que trabalhou na EGR na época dos fatos sob investigação. Houve o recolhimento de documentos, computador e dois telefones celulares na casa dele, situada no bairro Vila Nova, na zona Sul da Capital.

Segundo o delegado Max Otto Ritter, a ordem judicial foi cumprida “a partir de novos elementos probatórios obtidos a partir da análise do material apreendido na primeira fase, bem como dos depoimentos e interrogatórios colhidos no âmbito do procedimento policial”.

A investigação da 1ª Decor apura os delitos licitatórios, crimes contra administração pública e associação criminosa, praticados no âmbito da EGR. O trabalho investiga a formação de cartel, superfaturamento e sobrepreço em licitação da EGR, tendo apoio do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul (MPCRS) e da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE).

Desde 2019, as empresas contratadas para fins de arrecadação de pedágios nas estradas estaduais teriam recebido cerca de R$ 89 milhões. Conforme o delegado Max Otto Ritter na ocasião da primeira fase, em torno de R$ 25 milhões “pelo menos seriam superfaturamento, sobrepreço…”.

PRIMEIRA FASE DA OPERAÇÃO

No dia 14 de junho deste ano, a primeira fase da operação Nossa Praça resultou na prisão de um ex-presidente e de ex-executivo da estatal, além da apreensão de documentação, mídias, telefones celulares, arma de fogo sem registro e em torno de 20 mil dólares norte-americanos. Já a segunda etapa foi a análise de todo o material apreendido.

Na época, a EGR emitiu nota sobre a operação da Polícia Civil e assegurou que está colaborando com as autoridades. “A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) informa que já está colaborando totalmente com o Ministério Público Estadual e com a Polícia Civil para elucidação dos fatos apontados em operação. A atual gestão da EGR reforça seu compromisso com a transparência e destaca que todos os serviços oferecidos aos usuários das rodovias seguem em pleno funcionamento, sem qualquer interrupção”, comunicou então a companhia.

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