Chuva volta a deixar o Rio Taquari em nível de alerta

Região do Vale do Taquari não registrou nenhum grande estrago em função da chuva desta madrugada. Lajeado segue com famílias desabrigadas.

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19:30 - 22/09/2023

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Chuva (Foto: Aldo Lopes)

Apesar dos cerca de 20 milímetros de precipitação registrados desde a madrugada desta sexta-feira (22) no Vale do Taquari, as Defesa Civis dos municípios não registraram grandes estragos na região. Um dos pontos de alerta está no nível do rio em Taquari, que atingiu 6,61 metros no início desta tarde. Chuva

Além disso, em Roca Sales, a água chegou a atingir algumas ruas de bairros ribeirinhos, mas sem registro de enchentes em residências. Muçum, um dos municípios mais atingidos pelos estragos decorrentes da enchente do Rio Taquari, não teve registros nesta sexta.

Esta situação se repete em Lajeado. Apesar da medição de 13,5 metros, a Defesa Civil comunicou que não houvetam estragos e que o Rio Taquari está apenas 50 centímetros acima do nível normal. Mais de 30 famílias seguem desabrigadas, mas ainda remanescentes da cheia do início do mês.

Desaparecidos

O último boletim da Defesa Civil Estadual dá conta que nove pessoas seguem desaparecidas, todas elas de cidades do Vale do Taquari. Muçum possui três moradores em situação de desaparecimento; Roca Sales e Lajeado constam com dois desaparecidos cada; e Encantado e Arroio do Meio possuem um cada.

Chuva

Fonte: Correio do Povo


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Conforme dados divulgados na manhã desta sexta-feira, Rio Grande conta com 85 desalojados e 22 desabrigados. As ilhas da Torotama e dos Marinheiros são as mais afetadas pelas cheias, com dificuldade do trânsito nas estradas que chegam aos locais devido a água.

Somente na ilha da Torotama, 15 pessoas foram retiradas de suas casas na quinta-feira e encaminhadas ao abrigo do Povo Novo e a residências de familiares. Durante a madrugada de sexta-feira, seis pessoas solicitaram lonas para a Defesa Civil devido a chuva que já acumula mais de 415mm em setembro.

Em Pelotas, 58 pessoas estão abrigadas no salão paroquial da igreja da Colônia z3 e outras 12 em uma igreja quadrangular. A Defesa Civil não tem a estimativa de desalojados na cidade, mas acredita que o número é maior que desabrigados.

O lugar mais atingido pela cheia é a colônia Z3, onde é possível ver a Lagoa avançar para dentro de algumas casas. A estrada que leva ao Pontal da Barra segue interditada. A entrega de donativos para aqueles que não querem deixar suas casas só é possível de barco ou a pé.

Em São José do Norte, a prefeita Fabiany Roig anunciou que irá decretar situação de emergência. “Não há desabrigados no abrigo municipal, mas as chuvas torrenciais têm causado uma série de estragos no município, principalmente em estradas vicinais e pontilhões. Há bueiros com muitos danos também”, observa.

Com a questão da elevação do nível da água da Lagoa dos Patos, algumas zonas da cidade registram alagamentos. Com isto foi necessária a colocação de uma passarela nas proximidades da hidroviária, onde as pessoas vão para fazer a travessia de barco para Rio Grande. “Também regiões que não tínhamos, agora possuem alagamentos devido a intensidade das chuvas”, lamenta.

O coordenador da Defesa Civil municipal, Jonas Costa, conta que foi necessário a construção de barreiras para que a água não entre na casa das pessoas. “Na Rua Conde de Porto Alegre estamos conseguindo um pouco conter a água, mesmo assim as pessoas já estão tendo prejuízos com piso, reboco e móveis que precisão ser trocados”, destaca.

Em Camaquã choveu 80 mm em 12 horas. Mas, por causa da direção dos ventos, que diminuíram, a Lagoa dos Patos começou a recuar na cidade, principalmente nas regiões da várzea onde fica Pacheca e na ilha Santo Antônio. Dezenove pessoas seguem fora de residências, nas casas de familiares. A Lagoa dos Patos estava 6,9 m acima do nível no final desta quinta-feira.

Em Barra do Ribeiro a chuva ocorreu em curtos períodos, em um espaço de três horas na madrugada desta sexta-feira. Não há o registro de desabrigados ou desalojados. Conforme o coordenador municipal da Defesa Civil, Pedro Vianna, os arroios Ribeiro e da Capivara e o Rio Guaíba estão cheios, mas por enquanto não há perigo de alagamento. “Com isto, não precisamos tirar a população ribeirinha de casa”, completa.

Já em Tapes, por causa dos 30 mm que choveu entre 3h e 4h da manhã desta sexta-feira, o nível na Lagoa dos Patos que estava se mantendo nos últimos três dias, cresceu. Cinco famílias que moram na Vila dos Pescadores seguem na casa de parentes desde a última semana e outras tiveram que subir seus móveis por causa dos alagamentos.

“O problema é o vento. Se for sul, empurra a água para costa e invade as casas”, explica o coordenador da defesa civil de Tapes, Adan Bunilha. Nesta sexta-feira, a Lagoa dos Patos estava dois metros acima na região de Tapes.

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