Chega a 13 o número de mortes por leptospirose no RS

Há ainda outros sete óbitos em investigação pela Vigilância em Saúde

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09:04 - 05/06/2024

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Chega a 13 o número de mortes por leptospirose no RS

Chances de contágio são maiores quando há inundações, enxurradas e lama | Foto: Camila Cunha/divulgação

O Rio Grande do Sul chegou a 13 mortes por leptospirose. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) atualizou os dados sobre a doença na tarde desta terça-feira, 4. Há ainda outros sete óbitos em investigação. Cinco casos que eram investigados foram descartados.

Foram notificados 3.658 casos suspeitos da doença, sendo que 241 (6,6%) foram confirmados. Em Porto Alegre, foram 1.091 notificações.

Os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Porto Alegre (2), Venâncio Aires, Três Coroas, Travesseiro, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Encantado, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão e Novo Hamburgo.

Sobre a leptospirose

A leptospirose é uma doença infecciosa febril transmitida pelo contato com a urina de animais infectados, principalmente roedores, pela bactéria leptospira. A contaminação pode ocorrer em qualquer época do ano, mas as chances de contágio são maiores quando há inundações, enxurradas e lama.

Se houver algum ferimento ou arranhão, a bactéria penetra com mais facilidade no organismo humano. É importante que residentes em locais mais atingidos pela chuva adotem cuidados, como usar calçados ao caminhar em áreas alagadas, evitar qualquer tipo de contato com roedores (os principais transmissores) e lavar bem os alimentos.

Desinfecção e contágio

Nos locais que tenham sido invadidos por água de chuva, recomenda-se fazer a desinfecção do ambiente com hipoclorito de sódio a 2,5%, presente na água sanitária (1 copo de água sanitária para um balde de 20 litros de água). Manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, manter a cozinha limpa sem restos de alimentos, retirar as sobras de alimentos ou ração de animais domésticos antes do anoitecer, manter o terreno limpo e evitar entulhos e acúmulo de objetos nos quintais ajudam a evitar a presença de roedores. A luz solar também ajuda a matar a bactéria.

A doença pode levar até 30 dias para se desenvolver, mas, geralmente, os sintomas começam entre o sétimo e o décimo quarto dia após a exposição. Quem teve contato com água potencialmente contaminada e apresentar febre, dor de cabeça, dor no corpo (principalmente nas panturrilhas), vômitos, pele amarelada (em casos mais graves), deve procurar um serviço de saúde.

O tratamento pode ser feito em qualquer unidade básica de saúde dos municípios e deve ser iniciado, preferencialmente, até o quinto dia após a apresentação dos primeiros sintomas.

*Fonte: Correio do Povo

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