
Bento Gonçalves e Rio Grande do Sul - Bento Gonçalves se destacou como o município que mais criou empregos formais na Serra Gaúcha no ano passado. De acordo com dados do Observatório Econômico (Oecon) do CIC-BG, o saldo anual foi de 1.113 novas vagas em 2025, posicionando a cidade como a nona no ranking estadual.
Número recorde de trabalhadores formais
O ano fechou com 50.215 trabalhadores formais, uma variação positiva de 2,3% em relação a 2024. Embora dezembro tenha registrado uma queda sazonal de 817 vagas, a marca anual foi histórica. Pela primeira vez desde o início da série em 2019, Bento manteve-se acima dos 50 mil empregos formais durante três meses consecutivos.
Inclusive, ao se considerar os mais de 500 Microempreendedores Individuais (MEIs) formalizados, o crescimento acumulado sobe para 2,6%. Esse desempenho contrasta com as variações negativas observadas nos cenários estadual e federal.
Perspectiva positiva para 2026
Segundo Fabiano Larentis, da UCS, responsável pelo levantamento, a expectativa é de recuperação já em janeiro. “A estimativa é de uma alta entre 2,5% e 3% no saldo, chegando possivelmente aos 51,3 mil empregos formais”, projetou. Desde 2020, o município acumula um crescimento de 6,5 mil novas vagas com carteira assinada.
Setor alimentício lidera contratações
Analisando os setores, a indústria de produtos alimentícios foi o maior motor de empregos no ano, com 412 novas vagas. Em seguida, veio o setor de serviços, com destaque para alojamentos (126 vagas).
Por outro lado, o mês de dezembro refletiu a sazonalidade, com a Agropecuária sendo o único setor com saldo positivo (+27), impulsionada pela preparação para a safra de uvas. A indústria e os serviços tiveram quedas no mês.
Mudança no perfil econômico pós-cheias
Os números de 2025 revelam uma mudança no perfil da economia local após os desastres de 2024. Enquanto no ano anterior houve forte geração de empregos na Indústria e Construção para reparos, em 2025 esses setores tiveram quedas acentuadas na variação acumulada.
Por outro lado, houve uma forte retomada nos Serviços (+437%) e na Agropecuária (+408,3%). Esse movimento também influenciou o crescimento de MEIs, que fecharam o ano com 13.587 registros, sendo 56,1% no setor de serviços – o maior percentual da série histórica.