Fotos: Felipe Vicari/Grupo RSCOM
Fotos: Felipe Vicari/Grupo RSCOM

Rio Grande do Sul e Serra Gaúcha - Durante inspeção na BR-470 nesta quinta-feira (29), o Ministro dos Transportes, Renan Filho, descreveu as obras como “uma das mais importantes da história do país”. Essa fala revela uma estratégia clara: vincular os grandes investimentos de reconstrução – mais de R$ 800 milhões só nessa rodovia – a um novo paradigma para a infraestrutura nacional.

Tecnologia de ponta na contenção de encostas

O principal exemplo são as obras de contenção de encostas no trecho da Serra das Antas. Renan Filho foi enfático: “Essa contenção de encostas nunca foram feitas no Brasil.” Conforme o DNIT, as técnicas incluem ancoragens ativas com tirantes, cortinas atirantadas e drenagem profunda com geocompostos.

Especialistas explicam que as obras sustentam um sistema integrado com drenagem profunda e ancoragens. Por consequência, o custo é elevado devido a materiais especiais e mão de obra qualificada.

Ruptura com o paradigma tradicional

O ministro contrastou as obras atuais com as práticas passadas. “Não estamos reconstruindo da mesma maneira”, afirmou. Esse discurso critica implicitamente o padrão histórico no Brasil, frequentemente marcado por soluções de menor custo inicial, mas menos duráveis.

Em anos anteriores, muitas rodovias foram feitas com técnicas simples, como taludes sem proteção adequada. No entanto, com eventos climáticos mais intensos, essa abordagem se mostra insustentável. Portanto, a nova geração de obras incorpora resiliência desde o projeto, reduzindo gastos futuros.

Cadeia produtiva nacional: da obra à indústria

A agenda tecnológica não se limitou aos canteiros de obras. Renan Filho visitou a Randon, para ver eixos elétricos, e a Marcopolo, que investe em Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). A visita visa solidificar o investimento público em novas tecnologias desenvolvidas na Serra Gaúcha, que tem por objetivo, a otimização de energia e a diminuição da poluição pela utilização de combustíveis fósseis.

Concluindo, a agenda de Renan Filho tenta solidificar a infraestrutura nacional. O objetivo é passar do paradigma da “recuperação do atraso” para o da “construção do futuro“. No entanto, sua materialização dependerá de investimentos consistentes e capacidade de execução nos próximos anos.