O acordo, firmado com a Crossrail International (ligada ao governo britânico), foca em planejamento, regulação e, principalmente, na eficiência logística. ( Foto: Michel Corvello/MT)
O acordo, firmado com a Crossrail International (ligada ao governo britânico), foca em planejamento, regulação e, principalmente, na eficiência logística. ( Foto: Michel Corvello/MT)

O Ministério dos Transportes oficializou, nesta semana, uma parceria estratégica com o Reino Unido para transformar as ferrovias brasileiras. O acordo, firmado com a Crossrail International (ligada ao governo britânico), foca em planejamento, regulação e, principalmente, na eficiência logística necessária para escoar a produção nacional.

O que muda nas ferrovias com a parceria?

O intercâmbio técnico trará para o Brasil a experiência britânica em áreas críticas:

  • Modelos de Financiamento: Estruturação de projetos para atrair capital estrangeiro.
  • Segurança e Regulação: Implementação de boas práticas internacionais de operação.
  • Sustentabilidade: Foco em ferrovias de baixa emissão de carbono.

9 mil quilômetros de trilhos

A aliança chega no rastro da Política Nacional de Concessões Ferroviárias, que prevê oito grandes leilões. O governo brasileiro projeta atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos privados. Entre os projetos que devem se beneficiar desse “know-how” estão:

  1. Malha Sul: Crucial para a nossa região e o escoamento agrícola.
  2. Ferrogrão: Ligando o Centro-Oeste ao Norte.
  3. Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste): Que já ultrapassou os 35% de execução.

Transporte de passageiros

Além das cargas, o memorando também contempla o transporte de pessoas. Seis projetos prioritários foram selecionados pelo Ministério, incluindo o trecho Brasília (DF) – Luziânia (GO), que está em fase final de elaboração e deve servir de modelo para outras regiões metropolitanas do país.