Um ciclone que vai se formar na Argentina deve provocar ventos fortes no Rio Grande do Sul no início da próxima semana. O fenômeno, porém, terá os impactos mais severos contidos por um centro de alta pressão de intensidade incomum sobre o Atlântico. Essa barreira natural vai desviar a trajetória do ciclone para o Sul, em direção à Patagônia, poupando o estado de ser afetado pela formação de um novo ciclone extratropical.
Os maiores problemas vão ficar restritos à Argentina, onde o ciclone causará chuvas volumosas, com acumulados próximos a 100 mm e ventanias com rajadas que podem atingir 100 km/h. A situação é crítica em Buenos Aires, onde os solos já estão encharcados pelas recentes chuvas.
No RS, a instabilidade será menor, com chuva apenas no Oeste no domingo (31) e no Sul na segunda (1). O principal reflexo para os gaúchos será o vento. O contraste de pressão atmosférica entre um potente centro de alta pressão no Atlântico e o ciclone que se forma no continente na Argentina vai gerar rajadas de Leste a Nordeste, com intensidade média de 40 km/h a 70 km/h em todo o estado.
No litoral, Oeste e Serra, as rajadas podem superar 80 km/h. Em Porto Alegre, os ventos mais fortes vão ocorrer no final de domingo e durante a segunda-feira, com potencial para causar cortes de luz pontuais. Apesar disso, o risco de danos estruturais por vento é baixo.