
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço de sinistralidade de 2025 na BR-470, no trecho sob responsabilidade da Delegacia de Bento Gonçalves, entre Montenegro e André da Rocha. Os dados mostram redução no número de acidentes, mas um avanço expressivo na gravidade das ocorrências, com aumento significativo de mortes.
Em relação a 2024, o total de acidentes caiu 13,17%, de 334 para 290 registros. O número de feridos também recuou cerca de 16%. Em sentido oposto, os óbitos passaram de 10 para 19, alta de 90% em um ano.
As colisões frontais lideraram as mortes, com oito vítimas fatais, seguidas pelas saídas de pista, com cinco. As áreas urbanas e de transição de fluxo concentraram os casos mais graves. O trecho urbano de Bento Gonçalves, entre os quilômetros 210 e 220, registrou o maior número de sinistros, com 81 ocorrências. Já o segmento entre Garibaldi e Carlos Barbosa, do km 220 ao 230, apresentou maior severidade, com quatro mortes e 18 acidentes graves.
O comportamento dos condutores segue como principal fator de risco na BR-470. Falta de reação, reação tardia e acessos irregulares à rodovia respondem por mais de 50% das causas identificadas. Nos acidentes com vítimas, predominam velocidade incompatível, trânsito na contramão e consumo de álcool. O horário mais crítico ocorre entre 17h e 19h, e os dias com maior volume de ocorrências são sábados e segundas-feiras.
Balanço de Mortes nas Rodovias Federais do RS
O cenário da BR-470 contrasta com o balanço geral das rodovias federais do Rio Grande do Sul. Em 2025, a PRF registrou redução de 5,5% nas mortes em todo o estado, com 327 óbitos, frente a 346 em 2024 — o que representa 19 vidas preservadas. Também houve queda de 6% nos acidentes graves e redução de 3,3% no número de feridos.
No âmbito estadual, as colisões frontais, saídas de pista e atropelamentos de pedestres permaneceram como os acidentes mais letais, concentrando 68,5% das mortes. As colisões frontais, embora tenham apresentado redução, ainda responderam por mais de um terço dos óbitos nas rodovias federais gaúchas.
A PRF reforça que, tanto na BR-470 quanto no restante do estado, a maioria das mortes ocorre em condições favoráveis de tráfego, como pista seca, trechos retos e céu claro, o que evidencia o peso do comportamento humano na gravidade dos sinistros.
Ações da PRF Diante do Aumento da Letalidade
Diante do aumento da letalidade na BR-470, a PRF vai intensificar a fiscalização nos pontos críticos, ampliar ações educativas e atuar com o DNIT e a concessionária na revisão de acessos com histórico de colisões. O órgão também mantém o foco no combate à alcoolemia e ao excesso de velocidade, infrações diretamente associadas às colisões mais graves, e integra essas ações ao modelo de segurança viária baseada em dados, que em 2026 passa a operar de forma ampliada com o projeto CONECTRAN.