
As operações do Canil da Brigada Militar registraram crescimento acumulado de 1.058,36% na comparação entre 2024 e 2025, considerando três frentes principais: detecção de explosivos, apreensão de drogas e localização de presos e foragidos. Os dados constam de balanço operacional da corporação e indicam ampliação do uso de cães policiais em ações de segurança pública.
O maior avanço ocorreu na detecção de explosivos, com alta de 466,67%. Já as ações relacionadas ao combate ao tráfico de drogas cresceram 306,6%, somando as apreensões de maconha (331,51%), crack (329,34%) e cocaína (258,87%). O apoio à localização de presos e foragidos aumentou 286,36% no período.


Estrutura, efetivo e capacitação
Atualmente, o Canil Central conta com 27 cães, entre animais em operação e em treinamento. Em toda a Brigada Militar, o efetivo é de 97 cães, incluindo os plenamente treinados e os em formação.
Segundo informações operacionais, as equipes de detecção de explosivos possuem especialização em cinotecnia e realizam treinamentos periódicos, inclusive de forma integrada com explosivistas do BOPE, para padronização de procedimentos em operações antibombas.
Dois cães do Canil Central atuam exclusivamente na detecção de explosivos — um Pastor Belga Malinois e um Pastor Alemão — e participaram de vistorias preventivas em grandes eventos, no Brasil, nos últimos anos. O treinamento envolve reconhecimento de diferentes bases explosivas e atualização contínua das equipes.
Além das operações, a Brigada Militar informou a publicação do Manual de Operações com Cães em janeiro de 2026, com padronização de procedimentos, e a realização de ações cívico-sociais (Aciso) voltadas à educação e prevenção, bem como capacitações regulares e intercâmbios fora do Estado para atualização técnica.