Pai e madrasta são presos por maus-tratos contra menina de 1 ano e seis meses em Capão da Canoa

Conforme a Polícia Civil, criança apresentou diversas queimaduras por ponta de cigarro pelo corpo e perna fraturada

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22:27 - 13/03/2024

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maus-tratos

Foto: Divulgação

O pai e a madrasta de uma menina de um ano e seis meses foram presos na noite da última terça-feira (12) em Capão da Canoa, no litoral norte, por crime de maus-tratos contra a criança. Conforme a Polícia Civil, a vítima tinha diversas lesões pelo corpo, como queimaduras por ponta de cigarro e perna fraturada.

De acordo com o delegado André Lobo Anicet, que responde temporariamente pela 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, a menina estava há cerca de um mês com o pai e a madrasta passando férias em Taquara, no Vale do Paranhana. No fim do mês passado, o casal teria levado a vítima para a avó paterna em Cachoeirinha sob alegação de que “não aguentavam mais a criança”.

Cerca de uma semana após estar com a neta, vendo a situação em que a menina se encontrava, a mãe do genitor a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Na casa de saúde, ao verificar as marcas de agressões e fratura, a Brigada Militar e o Conselho Tutelar foram acionados. Esse fato teria acontecido na semana passada, na quarta-feira (6).

A avó foi encaminhada para o plantão da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí, onde foi autuada em flagrante pelo delito 26, inciso 2º, da Lei nº 14344/2022 (Lei Henry Borel), “que é um crime omissivo, pois o delito configura um não fazer, no qual a avó deixou de comunicar as autoridades competentes da situação de maus-tratos e das lesões que estavam latentes no corpo da criança”, segundo o delegado.

As investigações prosseguiram e a Polícia concluiu que os atos de maus-tratos e tortura eram praticados pelo genitor e a sua companheira enquanto estavam com a criança em Taquara. Diante da conclusão, o homem de 23 anos e namorada de 22, tiveram prisão preventiva decretada pelo Juízo da Comarca de Taquara.

“O casal não tinha um paradeiro fixo. Estavam sempre mudando de cidade. Taquara, Caxias do Sul e também tinham familiares na praia. Eles fugiram da responsabilidade. Fugiram para uma cidade onde ninguém saberia onde estariam. Mas recebemos uma denúncia do paradeiro deles lá na praia mesmo [Capão da Canoa], mas não se tinha o endereço certo. Foi realizada uma investigação lá em dois dias e se localizou eles”, detalha o delegado.

Segundo Anicet, a menina segue internada em um hospital de Porto Alegre se recuperando das lesões. Os nomes dos envolvidos no caso não são divulgados para preservar a integridade da vítima, conforme determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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