
A atuação da Polícia Penal impediu, ao longo de 2025, a entrada de 2.893 celulares em unidades prisionais do Rio Grande do Sul. O número representa um aumento de 8,5% em relação a 2024 e reflete a intensificação das ações de segurança preventiva no entorno dos presídios.
Os dados consideram apreensões realizadas em ações extramuros, como rondas externas e a interceptação de tentativas de lançamento de objetos por sobre as muralhas, inclusive com o uso de drones. Não entram na contagem as apreensões feitas em revistas internas nas galerias ou durante o cumprimento de mandados judiciais.
Além dos celulares, houve um crescimento ainda mais expressivo na apreensão de chips telefônicos, com 1.836 unidades recolhidas em 2025, um aumento de 67% em comparação ao ano anterior.
Apreensão de drogas cresce 89% em um ano
Outro dado que chama atenção é o volume de entorpecentes interceptados antes de chegarem às unidades prisionais. Em 2025, foram 426,3 quilos de drogas apreendidos, contra 225,5 quilos em 2024, o que representa um aumento de 89%.
Segundo a Polícia Penal, o resultado está diretamente ligado ao reforço da inteligência penitenciária, à melhoria dos procedimentos de segurança e ao investimento em novas tecnologias, como sistemas antidrone, utilizados para identificar e neutralizar tentativas de arremesso de ilícitos.
Também houve aumento nas apreensões de armas brancas, que passaram de 174 em 2024 para 184 em 2025, reforçando o foco na redução de riscos dentro do sistema prisional.
De acordo com a corporação, impedir a entrada de celulares e drogas é uma estratégia fundamental para reduzir a capacidade de articulação de grupos criminosos, contribuindo diretamente para a segurança dentro das unidades e para os índices de segurança pública fora dos presídios.