Foto: Divulgação
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Com o clima de calor e pancadas de chuva predominantes nesta época do ano, a proliferação do mosquito Aedes aegypti se torna mais provável. O inseto é o transmissor de doenças como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, que apresentam um cenário preocupante no país.

No Rio Grande do Sul, conforme informações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado, os números foram de 44.190 casos confirmados de Dengue, com 52 óbitos; um caso de Zika, sem mortes; e 484 casos de Chikungunya, com 4 mortes. Não houve registros de Febre Amarela no estado. Na capital, Porto Alegre, contabilizaram-se 14.037 casos e 25 óbitos por dengue.

Dados disponíveis no Portal Gov do Ministério da Saúde revelam que, em 2025, o Brasil registrou 1.441.586 casos confirmados de Dengue, com 1.780 óbitos. Além disso, houve 1.829 casos de Zika, com uma morte, 106.524 casos de Chikungunya, com 120 mortes, e 149 casos de Febre Amarela, com 47 óbitos.

Segundo Patricia Castro Koukidis, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a população não pode relaxar nos cuidados básicos para evitar a proliferação do vetor. 

“A água parada aliada aos dias de calor favorece a proliferação do mosquito; O Aedes aegypti tem uma capacidade de adaptação que permite sua sobrevivência em diferentes condições climáticas”, avalia Patrícia.

A especialista explica que a dengue pode causar febre alta, dores musculares, de cabeça, erupções cutâneas e fadiga. 

“É essencial educar as pessoas sobre o tema, de forma que se sintam incentivadas a procurar assistência médica imediata”, afirma. 

Ela alerta que os cuidados devem ser permanentes, pois já nos primeiros dias de 2026 o Brasil registra 1.220 casos confirmados, sendo 16 no RS. Entre os sintomas diferenciadores, Patrícia destaca a presença de manchas vermelhas na pele (petéquias) e dor intensa nas articulações. 

“A confirmação do diagnóstico de dengue geralmente só é feita através de exames de sangue, como o teste de PCR para detectar o RNA viral ou testes sorológicos. Portanto, o diagnóstico diferencial é essencial para descartar outras doenças com sintomas semelhantes”, explica a especialista.

Dicas para evitar a proliferação do mosquito

  • Elimine locais de reprodução: O mosquito Aedes deposita seus ovos em água parada. Portanto, é essencial eliminar todos os recipientes que possam acumular água em sua casa e arredores, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias, latas e recipientes de plástico;
  • Mantenha a limpeza: Mantenha sua casa e quintal limpos e livres de lixo, entulho e objetos em desuso que possam acumular água;
  • Cubra recipientes de água: Se você tiver tanques de água, caixas d’água ou cisternas, certifique-se de que estejam devidamente tampados para evitar a entrada de mosquitos;
  • Limpe ralos e calhas: Certifique-se de que ralos e calhas estejam limpos e desobstruídos para que a água possa escoar livremente;
  • Use repelente: Ao sair de casa, especialmente em áreas onde o mosquito Aedes é comum, aplique repelente de insetos na pele exposta. Certifique-se de seguir as instruções do rótulo;
  • Use roupas adequadas: Vista roupas de manga longa e calças compridas quando possível, para reduzir a exposição da pele aos mosquitos;
  • Instale telas em janelas e portas: Use telas em suas janelas e portas para impedir que os mosquitos entrem em sua casa;
  • Evite horários de pico: O mosquito Aedes é mais ativo durante o amanhecer e o entardecer. Tente evitar atividades ao ar livre durante esses horários, se possível;
  • Elimine criadouros comunitários: Participe de esforços de limpeza e educação em sua comunidade para eliminar criadouros de mosquitos Aedes em áreas públicas;
  • Esteja ciente dos sintomas: Fique atento aos sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes, como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e olhos vermelhos. Procure atendimento médico se apresentar esses sintomas.