O foco principal da operação será o estado de Roraima, principal porta de entrada terrestre no Brasil. (foto: Reprodução/OGlobo)
O foco principal da operação será o estado de Roraima, principal porta de entrada terrestre no Brasil. (foto: Reprodução/OGlobo)

O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (03/01), que o Sistema Único de Saúde (SUS) está em prontidão para receber e tratar cidadãos venezuelanos afetados pelas recentes operações militares dos Estados Unidos no país vizinho. A medida visa garantir assistência humanitária e evitar um colapso nos serviços locais de saúde diante do possível fluxo migratório de feridos.

Reforço na Fronteira

O foco principal da operação será o estado de Roraima, principal porta de entrada terrestre no Brasil. O Ministério determinou o envio imediato de insumos hospitalares, medicamentos e kits de emergência para os municípios de Pacaraima e Boa Vista. Além disso, profissionais da Força Nacional do SUS estão sendo deslocados para a região para ampliar a capacidade de triagem e atendimento de urgência.

Plano de Contingência do Ministério

O plano estruturado pelo governo brasileiro inclui três frentes principais:

  • Triagem Avançada: Instalação de postos de atendimento rápido na linha de fronteira para classificar a gravidade dos casos antes do encaminhamento aos hospitais.
  • Leitos de Retaguarda: Reserva de vagas em hospitais regionais e unidades de referência para casos que exijam cirurgias ou cuidados intensivos.
  • Vigilância Sanitária: Monitoramento epidemiológico intensificado para garantir a segurança sanitária tanto dos refugiados quanto da população local.

Apoio Humanitário

Segundo o ministro, a iniciativa reafirma o compromisso do Brasil com os tratados internacionais de ajuda humanitária. “O SUS é um sistema universal e, em situações de conflito desta magnitude, nossa prioridade é salvar vidas e garantir que a infraestrutura local em Roraima tenha suporte total da União para não ser sobrecarregada”, declarou.

O governo federal monitora a situação em tempo real, em coordenação com o Itamaraty e o Ministério da Defesa, para ajustar a resposta logística conforme a evolução dos ataques em território venezuelano.