(Foto Ilustrativa/ IA)
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Com o início do ano letivo, aumenta a circulação de vírus entre crianças em idade escolar, principalmente pelo convívio próximo em salas de aula e pelo compartilhamento de objetos, explica a médica infectologista Luciana Callefi. A profissional atua em consultório privado e na Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Garibaldi.

Segundo a especialista, é esperado que crianças que começam ou retornam à escola apresentem mais episódios de doenças infecciosas, já que passam a ter contato mais frequente com outros colegas em ambientes muitas vezes fechados. Esse cenário favorece a transmissão de vírus respiratórios e gastrointestinais, comuns nessa época do ano.

“O contato mais próximo com outras crianças, o ambiente fechado e o compartilhamento de objetos propiciam uma transmissão maior dos vírus”, explicou.

As ocorrências mais frequentes são as viroses respiratórias, como resfriados, além das gastrointestinais, que podem causar vômitos e diarreia. De modo geral, os sintomas duram cerca de sete dias, com maior risco de transmissão entre o terceiro e o quinto dia da doença. A médica ressalta que a contaminação pode começar antes mesmo do aparecimento dos sintomas e se estender por até uma semana.

Quando a criança apresenta sinais de doença, a recomendação é evitar o ambiente escolar temporariamente, sempre que possível, para reduzir a disseminação entre colegas.

“O que a gente recomenda é o isolamento no período dos sintomas, exatamente para evitar que seja transmitida essa virose para outra criança”, afirmou.

Entre as principais medidas de prevenção estão a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool gel, a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos pessoais, manter a carteira de vacinação atualizada e priorizar ambientes ventilados nas salas de aula. A orientação também inclui reforçar esses cuidados no dia a dia das famílias e das escolas.

Apesar do aumento de casos no período, a infectologista destaca que esse processo faz parte do desenvolvimento da imunidade infantil.

“Não tem como impedir que a criança vá para a escola porque ela vai ficar doente. Isso faz parte do processo de desenvolvimento da imunidade”, concluiu, reforçando que a vacinação em dia continua sendo uma das principais formas de proteção.