
O ano de 2025 foi considerado mais tranquilo em relação aos casos de dengue em Caxias do Sul, na comparação com 2024, apesar do aumento no número de focos do mosquito Aedes aegypti. A avaliação é da Diretoria da Vigilância em Saúde do município.
Conforme o Painel de Casos de Dengue do Rio Grande do Sul, o município registrou 237 notificações, com 97 casos confirmados, sendo 65 autóctones, ou seja, contraídos no próprio município. Nenhum óbito foi registrado ao longo do ano. Em 2024, foram registrados 269 casos e um óbito.
Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Magda Beatris Teles, a redução de casos em Caxias do Sul segue uma tendência observada no Estado e no Brasil, mas o momento exige atenção redobrada. Com a entrada no período de sazonalidade da dengue, marcado pelas altas temperaturas, cresce o risco de transmissão, especialmente durante o período de férias, quando há maior circulação de pessoas entre municípios.
“Neste momento de férias, em que as pessoas estão viajando, a contaminação pode ocorrer em outra cidade e acabar tornando-se um risco, visto que o mosquito pode picar essa pessoa e se iniciar uma situação de surto local na nossa cidade”, alerta a diretora.
Ela reforça que a prevenção depende do envolvimento da comunidade, com a eliminação de água parada, a limpeza semanal de residências e o cuidado com caixas d’água e reservatórios, que devem permanecer bem vedados ou protegidos com tela.

Panorama da dengue em Caxias do Sul
O último boletim da dengue em Caxias do Sul, atualizado em 30 de dezembro de 2025, aponta 1.500 focos do mosquito, todos identificados e eliminados pela Vigilância Ambiental em Saúde. Os cinco bairros com maior incidência são Fátima (122 focos), São Caetano (81), Santa Fé (76), Kayser (74) e Cruzeiro (56).
A Vigilância Ambiental segue realizando fiscalizações e visitas diárias, em conjunto com as unidades básicas de saúde, e reforça a importância de que os moradores recebam as equipes e sigam as orientações repassadas.
Para 2026, o município prevê o reforço das ações preventivas e a capacitação dos profissionais de saúde, com o objetivo de manter a doença sob controle e evitar a ocorrência de epidemias.