
A 126ª edição da Romaria Votiva de Nossa Senhora de Caravaggio foi apresentada na manhã desta quarta-feira (7), no Santuário de Farroupilha. O ato ocorreu durante uma coletiva de imprensa comandada pelo reitor do local, o padre Ricardo Fontana, ao lado do também padre Joone Fachinelli.
Ao longo do encontro foi anunciado o lema desta edição: “O verbo se fez carne, e habitou entre nós”. As tradicionais novenas, que vão ocorrer no próprio Santuário, iniciam em 24 de janeiro e se estendem até 1º de fevereiro, nesta data com uma procissão luminosa. A grande festa ocorre no dia 2 de fevereiro, uma segunda-feira.
No dia 2, estão programadas quatro missas, às 8h, 10h (missa solene bênção das máquinas agrícolas), 15h e 17h, além da Récita do Terço, às 18h. Um almoço festivo está marcado para às 12h, no valor de R$ 75.

Sobre o lema, Ricardo Fontana destacou que a Romaria Votiva também se torna um caminho de preparação espiritual para esse tema tão atual.
“O Verbo eterno assumiu a nossa carne humana e veio habitar entre nós. Ele é o Deus conosco. E, ao se fazer homem, não usurpou de tudo, mas veio na simplicidade, nascendo numa gruta, sendo colocado numa manjedoura, em meio à própria criação. Deus, criador de todas as coisas, se fez pequeno”, frisou.
A história da Romaria Votiva
Sua origem teve início no ano de 1899, quando a região enfrentou um dos períodos mais difíceis de sua história: seis meses de intensa seca, em um contexto de extrema precariedade, poucos anos após a chegada dos imigrantes italianos, cuja agricultura era basicamente de subsistência.
Diante do sofrimento, da escassez de alimentos e do temor pela sobrevivência das famílias, a partir de 24 de janeiro de 1899, as comunidades iniciaram uma novena itinerante, rezada nas capelas da região, unindo-se em oração a Nossa Senhora de Caravaggio. No dia 2 de fevereiro, os fiéis se encontraram no Santuário, após longas caminhadas sob o calor, com os pés cansados e empoeirados. Ao final da tarde, foram agraciados com um acontecimento que marcou profundamente a história local: uma abundante chuva, reconhecida como um verdadeiro milagre.