Imagens indicam que apenas irmã da vítima acessou apartamento

A Polícia Civil de Bento Gonçalves trabalha com a convicção de que a irmã mais nova de Aparecida de Fátima…

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19:46 - 09/08/2017

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Vítima foi encontrada ao lado da cama

A Polícia Civil de Bento Gonçalves trabalha com a convicção de que a irmã mais nova de Aparecida de Fátima Marin Bittencourt, de 44 anos, é a autora do homicídio da mulher encontrada morta em seu apartamento no bairro São Francisco na terça-feira, dia 8, com diversos golpes de faca pelo corpo, depois de analisar as imagens das câmeras de segurança do edifício onde as duas residiam e descartar a hipótese de latrocínio.

A suspeita ganhou força depois que a investigação analisou as imagens e identificou que, nos últimos dias, apenas a irmã mais nova de Aparecida, Ana Paula Bittencourt, teve acesso ao apartamento, além de seu desaparecimento e da impossibilidade em contatar com ela. De acordo com familiares, que não quiseram se identificar, Ana Paula morava com a irmã há apenas dois meses. Ela residia em Santiago, estava desempregada, e veio morar com a irmã na esperança de conquistar uma vaga de trabalho em Bento.

A polícia também confirmou que não havia movimentação no apartamento há pelo menos cinco dias e descartou a hipótese de latrocínio porque nada foi levado do apartamento e não há vestígios de arrombamento.

Outra possibilidade descartada pelas investigações é a de crime passional. Pessoas próximas à família confirmaram que Aparecida mantinha um relacionamento estável com o italiano Mario de Nadal, porém, revelaram que há alguns meses eles não se reencontravam. A última vez que se viram teria sido no início deste ano, quando a vítima foi à Itália.

Perícia trabalhou mais de três horas na cena do crime (Foto: Bruno Mezzomo)

A perícia, que esteve no local por mais de três horas, não encontrou a arma do crime, e ainda não divulgou um laudo preliminar sobre a cena. A necropsia ainda vai apontar se a vítima foi ferida apenas com golpes de faca ou se houve outros motivos para provocar a morte da mulher.

De acordo com o delegado Álvaro Becker, que está à frente das investigações, vizinhos ouviram brigas constantes no local após as duas passarem a morar juntas. Na semana passada, a Brigada Militar foi acionada por um vizinho de Aparecida durante a madrugada depois de ouvir gritos.

Quando os policiais chegaram ao local, foram atendidos por Ana Paula, que afirmou que tudo estava sob controle e que a situação tinha sido resolvida. Ela ainda teria explicado que os gritos faziam parte de um pesadelo que ela teve enquanto dormia.

Fechaduras foram trocadas (Foto: Bruno Mezzomo)

Com medo da insegurança, o síndico do prédio, que não quis se manifestar sobre o crime, solicitou que as fechaduras dos acessos ao local fossem todas trocadas. O trabalho foi feito na tarde desta quarta-feira, dia 9, por uma empresa privada. A segurança no local também foi reforçada pela empresa de monitoramento.

O corpo de Aparecida foi sepultado nesta quarta-feira, dia 9, em Santiago. A partir desta quinta-feira, dia 10, a polícia deve começar a ouvir outros parentes da vítima – ela tinha outras quatro irmãs, entre elas, a delegada de polícia Marta Bittencourt, que reside em Caxias do Sul e encontrou o corpo da irmã.

A polícia espera que Ana Paula se apresente espontaneamente nos próximos dias. Caso isso não aconteça, não está descartada a possibilidade de um pedido de prisão preventiva contra ela.

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